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Homem que se apresentava como pastor é preso suspeito de estuprar crianças em Anápolis

Suspeito de 53 anos, que atuava como pastor, foi localizado em Mutunópolis após deixar Anápolis durante as investigações


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 30/07/2026 - 16:15

Homem que se apresentava como pastor é preso suspeito de estuprar crianças em Anápolis
(Imagem: Polícia Civil)

Um homem de 53 anos foi preso preventivamente, no fim da tarde de quarta-feira (29), durante uma investigação sobre crimes de estupro de vulnerável contra três crianças em Anápolis. As vítimas têm idades entre 8 e 12 anos. O investigado, que atuava como pastor evangélico, foi encontrado no município de Mutunópolis, na região norte de Goiás. A prisão foi realizada em uma ação conjunta da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis com o Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Porangatu.

Conforme a Polícia Civil, o homem teria usado a condição de líder religioso para estabelecer uma relação de confiança com as crianças e seus familiares. As aproximações aconteciam em cultos religiosos, visitas às casas das vítimas, datas comemorativas e até durante velórios de familiares.

A corporação sustenta que essas ocasiões eram utilizadas pelo investigado para praticar os abusos. A investigação não detalhou quando os crimes teriam começado nem por quanto tempo as crianças teriam sido vítimas.

Crianças contaram os fatos aos familiares

O caso chegou ao conhecimento dos familiares depois que as crianças revelaram os supostos abusos. Após ser confrontado, o investigado teria fechado a igreja que comandava e deixado Anápolis.

As investigações indicaram que o homem seguiu inicialmente para as proximidades de Brasília, no Distrito Federal. Posteriormente, ele se deslocou para Mutunópolis, município localizado a cerca de 35 quilômetros de Porangatu.

A Polícia Civil argumentou que havia risco de o investigado voltar a se aproximar de crianças. A preocupação era de que ele utilizasse novamente a autodenominação de pastor para abrir uma igreja em outra cidade e estabelecer contato com novas famílias.

Diante desse cenário, a DPCA pediu ao Poder Judiciário a decretação da prisão preventiva. O pedido foi analisado e deferido em caráter de urgência.

Troca de informações levou à prisão

A localização do investigado ocorreu após o compartilhamento de informações entre as equipes policiais de Anápolis e Porangatu. Com a confirmação de que ele estava em Mutunópolis, os agentes cumpriram o mandado de prisão preventiva.

O homem foi conduzido à unidade prisional de Porangatu, onde permanece à disposição da Justiça. A previsão é que seja transferido para Anápolis nos próximos dias, local em que as investigações são conduzidas.

Ele é investigado pela prática de três crimes de estupro de vulnerável, um para cada criança. O artigo 217-A do Código Penal estabelece pena de dez a 18 anos de reclusão para cada crime.

A imagem e a qualificação do preso foram divulgadas após despacho fundamentado da autoridade policial, nos termos do art. 1º e do art. 13 c/c art. 38 da Lei nº 13.869/2019 (Lei de Abuso de Autoridade), combinado com o art. 227 da Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990), para possibilitar que possíveis vítimas e testemunhas denunciem outros crimes eventualmente praticados pelo investigado.

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Redação Tribuna do Planalto

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