A Força Aérea Brasileira utilizou dois caças A-29 Super Tucano para interceptar e efetuar disparos contra um avião de pequeno porte que entrou no território nacional vindo do sul da Bolívia. A ocorrência foi registrada na manhã de sexta-feira (31).
O avião não possuía plano de voo e não havia feito contato com os órgãos de controle de tráfego aéreo. A aeronave também não apresentava matrícula que pudesse ser identificada pelos militares.
Essas irregularidades levaram a Defesa Aeroespacial a classificar o voo como suspeito e a iniciar os procedimentos de interceptação. Os pilotos dos caças tentaram estabelecer comunicação com a aeronave e transmitiram ordens que deveriam ser cumpridas por seus ocupantes.
Segundo a FAB, as determinações foram ignoradas repetidamente. Diante da falta de colaboração e da insistência em continuar o voo, os militares avançaram para a última etapa das medidas de policiamento do espaço aéreo.
O que é o Tiro de Detenção
A FAB realizou o chamado Tiro de Detenção, identificado pela sigla TDE. A medida consiste na realização de disparos destinados a impedir que uma aeronave continue voando.
Conforme a corporação, essa é a última etapa adotada quando o avião interceptado não atende às ordens transmitidas pela Defesa Aeroespacial. O objetivo dos disparos era danificar o equipamento e obrigar o piloto a aterrissar.
“Devido à falta de colaboração da aeronave interceptada, que descumpriu recorrentemente as ordens da Defesa Aeroespacial, foi realizada a medida de Tiro de Detenção (TDE)”, explicou a Força Aérea.
A corporação acrescentou que o procedimento foi necessário para impedir a continuidade do voo.
Aeronave estava abandonada
Depois dos disparos, o avião realizou um pouso forçado a aproximadamente 200 quilômetros ao norte de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.
Policiais seguiram de helicóptero até a área onde a aeronave havia descido. No entanto, quando a equipe chegou ao ponto indicado, o avião já estava abandonado.
Até o momento, não foi informado quantas pessoas estavam na aeronave. As autoridades também não divulgaram a identidade dos ocupantes, o possível destino do voo ou a direção tomada por eles depois do pouso.
Não há, nas informações divulgadas, confirmação sobre a localização de drogas, armas, dinheiro ou qualquer outra carga no interior do avião. Também não foi anunciado se alguma pessoa foi presa durante as buscas.
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