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Itália restringe entrada de viajantes vindos da Espanha; veja quem será afetado

Controles temporários serão direcionados a cidadãos de países de fora da União Europeia que chegarem por aeroportos ou portos


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 01/08/2026 - 09:50

Itália restringe entrada de viajantes vindos da Espanha; veja quem será afetado
(Imagem: Reprodução X)

A Itália anunciou que suspenderá durante um mês o regime de livre circulação do Espaço Schengen com a Espanha. A medida foi divulgada na sexta-feira (31) como uma reação à entrada de mais de 50 mil migrantes vindos do Marrocos no enclave espanhol de Ceuta.

Apesar da suspensão, cidadãos espanhóis e de outros países da União Europeia que viajarem para a Itália não deverão ser afetados. Os controles serão direcionados a pessoas de países que não integram o bloco europeu e que chegarem da Espanha por via aérea ou marítima.

Na prática, os aeroportos e portos italianos deverão realizar verificações adicionais em passageiros não europeus procedentes do território espanhol.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, classificou a iniciativa como extraordinária e afirmou que ela foi adotada para proteger a segurança nacional. Segundo a chefe de governo, a restrição permanecerá apenas durante o período considerado necessário.

Meloni também declarou que o governo pretende reduzir eventuais impactos sobre a movimentação turística durante o verão europeu.

Controle será reforçado na fronteira com a França

A Itália não possui fronteira terrestre direta com a Espanha. Por isso, além das verificações em portos e aeroportos, o governo italiano chegou a um acordo com a França para reforçar o controle na fronteira entre os dois países.

O objetivo é tentar impedir que migrantes sem documentação saiam da Espanha, atravessem a França e entrem em território italiano por terra.

A decisão italiana ocorreu depois de o governo espanhol afirmar que havia revertido grande parte da entrada maciça de migrantes em Ceuta. Segundo a Espanha, a maioria das mais de 50 mil pessoas que cruzaram a fronteira retornou voluntariamente ao Marrocos.

Críticos do governo de Giorgia Meloni consideram a medida predominantemente simbólica. Eles argumentam que não existem evidências de que os migrantes que chegaram a Ceuta pretendam seguir para a Itália.

O Espaço Schengen permite a circulação sem controle de passaporte entre 29 países europeus. Entretanto, as regras autorizam os Estados participantes a restabelecer verificações temporárias nas fronteiras por motivos relacionados à segurança ou à ordem pública.

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Redação Tribuna do Planalto

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