O vice-presidente do Podemos em Goiás, Eduardo Macedo, afirmou que a decisão de deixar para a última hora a formalização do apoio ao governador Daniel Vilela não representa dúvida sobre a permanência do partido na base governista. Ele reforça que a legenda crê na indicação do ex-senador Luiz do Carmo no posto de vice, mas não condiciona lealdade partidária à nomeação.
Em entrevista ao jornalista Domingos Ketelbey, colunista da Tribuna do Planalto, o dirigente explicou que a convenção realizada no último sábado (1º) foi destinada exclusivamente à homologação das chapas para deputado estadual e federal. A composição majoritária será incluída posteriormente na ata partidária.
Segundo Macedo, a separação foi definida para evitar problemas operacionais no ato que reunirá os partidos aliados de Daniel. A coligação governista deve reunir 12 legendas, além de centenas de candidatos, dirigentes e apoiadores.
“Nas experiências que tivemos no passado, realizar convenção de vários partidos junto com o contexto majoritário, normalmente no último dia, dá uma correria muito grande com o cartório eleitoral e para colher as assinaturas dos convencionais”, explicou.
O vice-presidente do Podemos afirmou que, do ponto de vista político, o apoio a Daniel já estava acertado. O governador participou da convenção da legenda, realizada na UniFasam, em Goiânia.
“Foi batido o martelo de apoio político informal”, afirmou. Segundo ele, a formalização ficou para esta quarta-feira (5), quando o partido deverá incluir na ata a chapa majoritária que apoiará nas eleições de outubro.
A decisão de adiar o registro alimentou especulações de que o Podemos poderia deixar a base caso o ex-senador Luiz do Carmo não fosse escolhido para vice de Daniel. Macedo, porém, negou que a organização da convenção tivesse qualquer relação com a disputa.
“Quando nós marcamos e elaboramos a data da convenção, esses acontecimentos não tinham ocorrido. Não tem um nexo”, disse.
O dirigente reconheceu que o Podemos prefere Luiz do Carmo para a vice, mas descartou uma ruptura se outro nome for escolhido. Além do ex-senador, disputam a indicação o ex-secretário-geral de Governo Adriano da Rocha Lima, o ex-deputado federal José Mário Schreiner e o ex-deputado federal Vilmar Rocha.
“Eu não acredito que vai haver qualquer tipo de dispersão”, afirmou Macedo. Segundo ele, o Podemos continuará no projeto de reeleição de Daniel independentemente da definição da vice.
A legenda também deixou para esta quarta-feira a escolha dos dois candidatos ao Senado que receberão seu apoio. O partido avalia os nomes apresentados pela base governista e aguarda o desfecho das negociações nacionais envolvendo a presidente do Podemos, deputada federal Renata Abreu, e a chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro.













