Skip to content

Grupo neonazista planejava explodir Palácio do Planalto com Lula dentro

Grupo planejava explodir Palácio do Planalto e local de debate em Brasília; núcleo restrito com 46 integrantes compartilhava manuais de explosivos


Fábio Prado Por Fábio Prado em 10/08/2026 - 16:01

Grupo neonazista planejava explodir Palácio do Planalto com Lula dentro
Grupo neonazista planejava explodir Palácio do Planalto com Lula dentro - Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

Investigados compartilhavam planta baixa do prédio; núcleo restrito tinha 46 integrantes e buscava pessoas dispostas a matar.

A investigação sobre um grupo suspeito de planejar ataques em Brasília durante as eleições de 2026 identificou o Palácio do Planalto e o local de um debate do 2º turno entre os alvos discutidos pelos investigados. A Operação Rede Interrompida foi deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal em 4 de agosto contra oito suspeitos em cinco estados.

Reportagem exibida pelo Fantástico, da TV Globo, no domingo (9), mostrou novos detalhes das conversas monitoradas pelo Ciberlab, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo a investigação, os participantes chegaram a compartilhar a planta baixa do Palácio do Planalto e discutiram possíveis formas de entrar e sair do prédio.

Uma das mensagens reproduzidas dizia que o objetivo era “explodir o edifício do debate onde os eleitos do 2º turno irão debater”. Os investigadores também encontraram mapas de ministérios, do Congresso Nacional e do STF.

A apuração identificou dois grupos no Telegram. Um deles tinha mais de 600 integrantes. Pessoas consideradas mais radicalizadas eram convidadas para outro espaço, com 46 participantes, onde circulavam instruções para ataques.

Método do Terror

Entre os elementos identificados estão o compartilhamento de manuais para fabricar explosivos e coquetéis molotov, cálculos sobre a quantidade de explosivos necessária e os custos dos ataques, além da tentativa dos administradores de identificar participantes dispostos a matar.

Segundo relatório do Ciberlab, o material apresentava “elevado grau de periculosidade” e incluía planejamento de ações violentas com explosivos, disseminação de ideologia neonazista, misoginia e incentivo à violência.

Na operação de 4 de agosto, foram cumpridas buscas em oito cidades do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Os alvos tinham de 19 a 31 anos. O delegado responsável afirmou que a polícia considera que os planos poderiam ser executados.

“A gente acredita que eles levariam [o plano] à frente. E a nossa teoria aqui é que a gente não vai pagar para ver”, declarou.

Só em 2026, o Ciberlab produziu 103 relatórios sobre mais de 50 grupos de ódio. A investigação segue com a análise dos computadores e celulares apreendidos.

Denúncias sobre planejamento de atos violentos, grupos de ódio ou disseminação de conteúdo ilegal podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100 (Direitos Humanos) ou à Polícia Civil do Distrito Federal. O Ciberlab do Ministério da Justiça monitora grupos extremistas e recebe informações sobre atividades suspeitas. Em caso de identificação de ameaças iminentes, a orientação é acionar a polícia pelo 190.

LEIA MAIS: 

Flávio admite encontro com Vorcaro após prisão e diz que foi encerrar aporte a filme de Bolsonaro

Israel é eleito o país mais impopular do mundo; imagem é manchada por guerra e mortes de civis e jornalistas

Pesquisa