Skip to content

Administrativos da educação de Goiânia retomam greve na segunda-feira (17)

Administrativos da Educação de Goiânia rejeitam proposta da Prefeitura e retomam greve na segunda-feira (17) em busca de valorização profissional


Fábio Prado Por Fábio Prado em 13/08/2026 - 17:06

Servidores administrativos da Educação de Goiânia rejeitaram proposta da Prefeitura e retomam greve na segunda-feira (17) em busca da reestruturação do plano de carreira.
Servidores administrativos da Educação de Goiânia rejeitaram proposta da Prefeitura e retomam greve na segunda-feira (17) em busca da reestruturação do plano de carreira - Foto: Fernanda Fernandes/Sintego

Categoria rejeitou proposta da Prefeitura em assembleia; 361 votos foram contrários ao parcelamento da recomposição salarial até 2030.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) realizou assembleia extraordinária nesta quinta-feira (13) com os servidores administrativos da Rede Municipal de Educação de Goiânia. Por maioria, a categoria rejeitou a proposta apresentada pelo prefeito Sandro Mabel. Com isso, decidiu retomar a greve a partir da próxima segunda-feira (17).

O movimento começou em maio deste ano com a paralisação dos trabalhadores. Na ocasião, uma das principais reivindicações era a reestruturação do plano de carreira. Após atuação do Tribunal de Justiça de Goiás, o movimento foi suspenso para permitir a construção de uma nova proposta.

Uma comissão interinstitucional foi criada para discutir o plano. Durante os meses de maio, junho, julho e agosto, aconteceram reuniões e debates. O Sintego cumpriu todos os compromissos assumidos no tribunal. A entidade participou das audiências e negociações com o Paço Municipal.

Contudo, a Prefeitura não apresentou um novo plano de carreira. Em vez disso, ofereceu uma tabela de atualização salarial parcelada até 2030. A categoria considerou a proposta insuficiente. A assembleia desta quinta-feira contou com a participação de 631 trabalhadores. A votação resultou em 361 votos contrários à proposta e 270 votos favoráveis. Assim, a maioria decidiu pela rejeição.

A presidenta em exercício do Sintego, Ludmylla Morais, explicou os motivos da decisão. “Foi apresentado um parcelamento da atualização da tabela, com conclusão somente em 2030”, afirmou.

“A categoria avaliou que essa proposta não atende às suas reivindicações e não representa uma resposta adequada à necessidade de valorização da carreira”.

Ludmylla ressaltou que o sindicato segue aberto ao diálogo. “A nossa disposição para o diálogo continua”, disse. “É a Assembleia que define os rumos da luta, e o sindicato seguirá cumprindo seu papel de representar e defender os direitos dos trabalhadores em Educação”.

Com a decisão aprovada, os servidores administrativos retomam a greve na segunda-feira (17). A mobilização continuará até que haja um avanço concreto nas negociações.

A Prefeitura de Goiânia ainda não se manifestou oficialmente sobre a nova paralisação. A categoria, por sua vez, defende que a recomposição salarial seja aplicada ainda no mandato atual. Os servidores afirmam que os percentuais reivindicados já deveriam estar previstos no plano de carreira vigente.

A greve dos servidores administrativos da Educação de Goiânia começa na segunda-feira (17). Pais e responsáveis devem acompanhar os canais oficiais da Secretaria Municipal de Educação para saber o funcionamento das unidades escolares. O Sintego mantém canais de comunicação para esclarecer dúvidas sobre a paralisação. Servidores podem buscar informações sobre seus direitos e deveres durante o movimento paredista.

LEIA MAIS: 

Flávio admite encontro com Vorcaro após prisão e diz que foi encerrar aporte a filme de Bolsonaro

Israel é eleito o país mais impopular do mundo; imagem é manchada por guerra e mortes de civis e jornalistas

Pesquisa