O rosto de Thalita Tavares ficou conhecido entre os telespectadores do Tocantins durante os anos em que ela esteve à frente do Globo Esporte. Fora da televisão, porém, a jornalista também construiu uma história ligada à família e ao atendimento de pessoas com autismo.
Thalita Tavares Caturelli Passoni morreu aos 46 anos, em Santa Catarina, onde morava com o marido e o filho de 10 anos. A comunicadora enfrentava um câncer havia cerca de um ano.
A notícia foi confirmada pelo Espaço Junior – Centro Especializado em Autismo, instituição que ela ajudou a idealizar e fundar. O nome do centro é uma homenagem ao filho da jornalista.
Natural de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, Thalita chegou a Palmas em abril de 2007. A carreira no jornalismo esportivo tocantinense começou com a cobertura de campeonatos amadores e partidas das categorias de base.
Aos poucos, ela passou a acompanhar diferentes modalidades e ganhou espaço na cobertura das principais decisões do futebol estadual. Na TV Anhanguera, afiliada da Globo no Tocantins, assumiu a edição e a apresentação do Globo Esporte local.
A atuação não ficou restrita à televisão. Thalita também trabalhou como comentarista esportiva na rádio CBN Tocantins e defendia o esporte como instrumento de transformação social.
Entre os colegas de redação, era chamada carinhosamente de “Japinha”. A jornalista permaneceu no Tocantins por seis anos e deixou a emissora em 2013, quando se mudou para Maceió para acompanhar a família. Mais tarde, passou a viver em Santa Catarina.
Centro recebeu o nome do filho
A maternidade também inspirou um dos projetos mais importantes da trajetória de Thalita. Ela participou da fundação do Espaço Junior, centro especializado no atendimento a pessoas com autismo.
Ao comunicar a morte, a instituição destacou que a história do local está diretamente ligada à jornalista. “O nome que este lugar carrega é o nome do filho dela. Não tem como contar a história do Espaço Junior sem passar pela Thalita”, declarou o centro.
A nota também recordou a maneira como a comunicadora enfrentou a doença durante o último ano.
“Quem conviveu com ela sabe da força que ela era. Uma mulher de energia rara, que não passava despercebida em lugar nenhum, e que foi exemplo nos mais diferentes sentidos. No último ano, encarou um câncer do mesmo jeito que encarava tudo na vida: com bom humor e com uma leveza que impressionava todo mundo em volta”, afirmou a instituição.
Não haverá velório
Conforme a vontade expressada pela própria jornalista, não haverá velório. A família agradeceu as orações, os pensamentos e as manifestações de carinho recebidas durante os meses de tratamento.
Não foram divulgados detalhes sobre o sepultamento. As informações são do g1 Tocantins.
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