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Unidas pelo abdômen, gêmeas siamesas avançam rumo à cirurgia de separação

Maria Helena e Maria Eva passaram por novo procedimento no Hecad, em Goiânia, para preparar a pele que será utilizada na reconstrução


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 26/08/2026 - 17:18

Unidas pelo abdômen, gêmeas siamesas avançam rumo à cirurgia de separação
(Imagem: Laís Castilho e Iron Braz)

Maria Helena e Maria Eva deram mais um passo no delicado caminho até a cirurgia de separação. As gêmeas siamesas passaram, nesta quarta-feira (26), por um procedimento para a colocação de expansores de pele no tórax.

A nova etapa foi realizada no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia, onde as irmãs recebem acompanhamento especializado desde julho. A intervenção durou aproximadamente duas horas e ocorreu sem intercorrências.

Naturais de São Paulo, as crianças nasceram unidas pela região abdominal. Por compartilharem estruturas, todos os procedimentos exigem planejamento cuidadoso e a participação conjunta de profissionais de diferentes especialidades.

Os expansores colocados sob a pele serão preenchidos aos poucos durante as próximas semanas. Esse processo fará com que o tecido se expanda, aumentando a quantidade de pele disponível para reconstruir e fechar as áreas envolvidas na separação dos corpos.

Participaram do procedimento equipes de cirurgia plástica, cirurgia pediátrica, cirurgia vascular, anestesiologia e enfermagem. Após a operação, as crianças seguiram sob acompanhamento da equipe assistencial do Hecad.

O cirurgião plástico Rogério Hamú explicou que o cuidado precisa ser mantido desde a anestesia até a recuperação das pacientes.

“Por serem pacientes pequenas e compartilharem estruturas, é necessário um cuidado intensivo e uma avaliação constante”, afirmou.

Preparação ainda terá outra fase

Antes da separação, Maria Helena e Maria Eva ainda passarão por uma segunda etapa de preparação. O cronograma prevê o implante de novos expansores, desta vez na região abdominal.

A cirurgia final ainda não tem data marcada. A definição dependerá da evolução clínica das gêmeas e da maneira como os tecidos responderão ao processo de expansão ao longo dos próximos meses. Até lá, as irmãs continuarão recebendo assistência multiprofissional na unidade de saúde estadual.

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Redação Tribuna do Planalto

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