O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) defendeu nesta terça-feira (1º) a criação do programa “Agiliza SUS”, proposta que pretende reorganizar as filas por cirurgias eletivas de acordo com a gravidade de cada paciente e ampliar o uso da estrutura de hospitais públicos, privados e filantrópicos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A proposta foi apresentada após visita à Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Segundo Caiado, a integração das redes permitiria aumentar a oferta de procedimentos e reduzir o tempo de espera dos pacientes.
“A nossa pretensão é buscar a ampliação da oferta de atendimento, buscando todo o trabalho que existe nos hospitais filantrópicos, públicos e Santas Casas, junto também com os hospitais privados”, afirmou.
O ex-governador de Goiás também prometeu preservar os recursos destinados à Saúde em eventual ajuste fiscal de seu governo. Segundo ele, medidas de contenção de despesas não atingiriam Saúde nem Educação.
“Não vai tirar nem da Saúde nem da Educação. As emendas impositivas serão as primeiras que, como já dissemos, serão retiradas diante da complexidade do quadro fiscal do país”, disse.
Caiado voltou a defender ainda a chamada “PEC da Emergência Fiscal”, proposta de mudança constitucional que, segundo ele, estabeleceria um limite para as despesas obrigatórias equivalente a 50% do Produto Interno Bruto (PIB).
“O ajuste fiscal nosso está encaminhado. Será uma emenda à Constituição brasileira, em que o limite será 50% do PIB. É a emenda constitucional de emergência fiscal. Nós teremos ali resguardado metade do crescimento do país como reserva para irmos atendendo essas exigências maiores”, afirmou.
Além das emendas, Caiado apontou supersalários, benefícios adicionais no serviço público, despesas administrativas e incentivos fiscais considerados pouco eficientes como possíveis alvos da revisão de gastos.
“Primeiro, os salários abusivos. Em segundo lugar, seria conter esse gasto administrativo de todos os Poderes e órgãos independentes, como também muitos programas que hoje não têm nenhum resultado social e que, na maioria das vezes, servem apenas para eleger A ou B”, criticou.
Segundo o candidato, o conjunto de medidas poderia representar uma economia próxima de R$ 600 bilhões para os cofres públicos. Caiado também sustenta que incentivos e isenções concedidos a setores da economia devem ser revistos quando não apresentarem retorno econômico ou social compatível com o benefício concedido.











