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Pesquisas já movimentam R$ 856 mil desde o início da campanha em Goiás

Levantamento da Tribuna identifica 39 pesquisas registradas desde 16 de agosto; somente entre 4 e 9 de setembro, 11 novos estudos somaram R$ 284,4 mil


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 13/09/2026 - 13:28

Pesquisas de intenção de voto movimentam centenas de reais em Goiás (Foto: Imagem gerada por IA)

Desde o início oficial da campanha eleitoral, em 16 de agosto, 39 pesquisas foram registradas em Goiás, somando R$ 856.313 em valores declarados à Justiça Eleitoral. Levantamento da Tribuna do Planalto considera os registros feitos até 9 de setembro e mostra que, em menos de um mês, institutos colocaram em campo sucessivas rodadas para medir a disputa pelo Governo do Estado, Senado e, em parte dos estudos, também para deputado federal e estadual.

A cifra se aproxima de R$ 1 milhão em apenas 25 dias de campanha, o que implica, na média, que cada levantamento representa aproximadamente R$ 22 mil, embora exista grande diferença entre os valores informados. Os custos variam conforme características como metodologia, abrangência territorial, tamanho e distribuição da amostra e estrutura necessária para o trabalho de campo.

O ritmo aumentou na primeira semana de setembro, com destaque para o período entre os dias 4 e 9, em que 11 novas pesquisas foram registradas, com valores que chegam a R$ 284.425. Isso significa que praticamente um terço de todo o montante contabilizado desde o início da campanha foi acrescentado ao sistema em apenas seis dias.

Entre essas novas rodadas, o maior valor é do Instituto Veritá, que informou custo de R$ 117.425 para ouvir 1.525 eleitores. Registrada em 5 de setembro, a pesquisa é realizada com recursos próprios do instituto. O Paraná Pesquisas declarou R$ 45 mil para entrevistar 1.248 pessoas em levantamento contratado pelo Portal 6.

A Exata.GO registrou em 9 de setembro uma pesquisa de R$ 40 mil, financiada com recursos próprios e com 1,7 mil entrevistados. A Direct Pesquisas informou R$ 18 mil para uma rodada com 1,2 mil entrevistas contratada pela Tecmídia. Já o Instituto Podium registrou levantamento de R$ 6 mil, encomendado pelo Jornal Diário do Estado.

O IGAPE – Instituto Gazeta de Pesquisas aparece com maior frequência entre os registros mais recentes. Foram seis pesquisas entre 4 e 9 de setembro, cinco contratadas pela TV Atual e uma pela Agência Goiás Extremo. Os valores variam de R$ 5 mil a R$ 15 mil e as amostras vão de 500 a 2 mil entrevistados.

A presença recorrente dos mesmos institutos é característica do acompanhamento da eleição. Cada registro corresponde a uma nova rodada, realizada em período próprio e que pode ter tamanho de amostra, abrangência e contratante diferentes. Com o avanço da campanha, os levantamentos permitem acompanhar sucessivamente possíveis alterações na preferência do eleitor.

Metodologias e valores

Também não existe preço único para uma pesquisa eleitoral. Número de entrevistas, distribuição geográfica, método de coleta e extensão do trabalho são alguns dos fatores que podem influenciar o custo. Por isso, diferenças entre valores, isoladamente, não permitem comparar a qualidade dos levantamentos.

Entre os contratantes aparecem principalmente veículos e empresas de comunicação, além de empresas privadas e dos próprios institutos.

As pesquisas destinadas à divulgação pública precisam ser registradas previamente na Justiça Eleitoral. No PesqEle são informados dados como metodologia, período de realização, número de entrevistados, contratante, origem dos recursos, responsável técnico e valor atribuído ao levantamento.

Os R$ 856,3 mil apurados pela Tribuna correspondem aos valores declarados nesses registros, o que não significa necessariamente que todo o montante já tenha sido pago. A cifra dimensiona o volume financeiro informado para as pesquisas realizadas ou colocadas em campo desde o começo da campanha.

O valor ainda é provisório, porque há pesquisas registradas em 9 de setembro com divulgação prevista apenas para 15 de setembro, enquanto novas rodadas podem ser incluídas no sistema. Com a aproximação da votação e a intensificação dos debates, propaganda e agendas dos candidatos, a tendência é que o número de levantamentos continue crescendo.

Lucas de Godoi

Jornalista formado pela PUC Goiás. Na Tribuna do Planalto, cobre administração pública e os principais desdobramentos do cenário político em Goiás.

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