A concorrência para deputado federal é de aproximadamente 21 candidatos a deputado por cadeira no Distrito Federal. Foram contabilizadas 164 candidaturas para as oito vagas reservadas ao DF na Câmara dos Deputados, a maior relação entre concorrentes e cadeiras do país.
O cálculo resulta em 20,5 candidatos por vaga. Em todo o Brasil, a média inicial ficou próxima de 15 concorrentes por cadeira. Os números ainda podem sofrer alterações em razão de decisões da Justiça Eleitoral sobre os registros. Os dados foram divulgados pela Câmara dos Deputados.
A liderança nas pesquisas para deputado federal varia conforme o método utilizado. No levantamento estimulado mais recente do Instituto Gazeta de Pesquisas (Igape), Fred Linhares (Republicanos) aparece numericamente na frente, com 11,4% das intenções de voto.
Rafael Prudente (MDB) ocupa a segunda posição, com 5%, seguido por Júlio César (Republicanos), com 4,9%. Fábio Felix (PSOL) registra 4,8%, enquanto Alberto Fraga (PL) aparece com 4,1%.
Na sequência estão Gilvan Patrulha do Consumidor (Republicanos), com 3,9%; Zé Humberto (MDB), com 3,5%; Rodrigo Rollemberg (PSB), com 3,4%; Professor Reginaldo Veras (PV), com 2,4%; e Izalci Lucas (PL), com 2,3%. Outros 30,2% não souberam ou não informaram em quem pretendem votar.
A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre 31 de agosto e 5 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número DF-07879/2026. Os resultados foram publicados pelo Metrópoles.
Já na pesquisa espontânea do Instituto Opinião, na qual os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Rafael Prudente lidera numericamente, com 3,7%. Fred Linhares aparece com 3%, Júlio César tem 2,6% e Fábio Felix registra 2,3%.
Alberto Fraga aparece com 1,6%, seguido por Rodrigo Rollemberg, com 1,1%; Professor Israel (PSB), com 0,7%; Marcos Wesley (PP), com 0,6%; Agnelo Queiroz (PT) e Izalci Lucas, ambos com 0,5%.
Nesse levantamento, 56,1% dos entrevistados não souberam apontar um candidato. A pesquisa ouviu presencialmente 1.121 eleitores de 31 regiões administrativas, tem margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro no TSE é DF-04936/2026. Os dados foram divulgados pelo Correio Braziliense.
As diferenças entre os resultados estão relacionadas, entre outros fatores, à metodologia. No levantamento estimulado, o eleitor recebe uma lista de candidatos. Na pesquisa espontânea, precisa lembrar e citar um nome sem auxílio.
O desempenho individual também não permite projetar diretamente quais candidatos serão eleitos. A escolha para deputado federal ocorre pelo sistema proporcional, no qual os votos recebidos pelos partidos e federações determinam inicialmente quantas cadeiras cada grupo terá. Depois, as vagas são distribuídas entre os candidatos mais votados dentro de cada legenda ou federação.
Treze candidatos disputam duas vagas ao Senado
A eleição para o Senado no Distrito Federal tem 13 candidatos para duas vagas, uma concorrência de 6,5 nomes por cadeira. Diferentemente da disputa para deputado federal, a eleição para senador utiliza o sistema majoritário: os dois candidatos mais votados serão eleitos.
Concorrem Avenir Rosa, Bia Kicis, David Horn, Erika Kokay, Guto Felício dos Santos, Leila do Vôlei, Marley, Michelle Bolsonaro, Professor Guilherme Amorim, Ronaldo Fonseca, Sebastião Coelho, Tiago e Zanata. A relação está disponível na página especial da Agência Senado.
A pesquisa Datafolha mais recente aponta Michelle Bolsonaro (PL) numericamente na primeira colocação, com 21% das intenções de voto. Leila do Vôlei (PDT), que concorre à reeleição, aparece com 18%. As duas estão tecnicamente empatadas dentro da margem de erro.
Bia Kicis (PL) registra 15%, e Erika Kokay (PT), 14%. Leila também está tecnicamente empatada com as duas deputadas federais. Sebastião Coelho (Novo), Professor Guilherme Amorim (UP) e Ronaldo Fonseca aparecem com 2% cada. Os demais candidatos têm 1% ou não pontuaram.
O Datafolha ouviu 910 eleitores entre 8 e 11 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob os números DF-06055/2026 e BR-04623/2026 e divulgado pela Folha de S.Paulo.
Outra pesquisa, realizada pela RealTime Big Data entre 4 e 8 de setembro, também colocou Michelle na liderança numérica, com 26%. Leila e Bia Kicis aparecem com 17% cada, seguidas por Erika Kokay, com 15%, e Sebastião Coelho, com 10%.
A RealTime Big Data entrevistou 1.600 eleitores por telefone e pela internet. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é DF-09600/2026. Os números foram publicados pelo UOL.
Em 2026, cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes ao Senado. Caso os dois votos sejam dados ao mesmo nome, o segundo será anulado. Os eleitos terão mandato de oito anos.












