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Disputa pela Alego tem 14 candidatos por vaga de deputado estadual em Goiás; veja os líderes da pesquisa

Paulo do Vale e Cairo Salim dividem a primeira colocação numérica, enquanto mais de um terço dos eleitores ainda não indicou um candidato


Por Carlos Nathan Sampaio em 09/09/2026 - 10:34

Veteranos largam na frente e desafiam novos nomes na Alego deputados goianos estaduais alego
(Foto: Divulgação)

A disputa pela Alego tem aproximadamente 14 candidatos por vaga de deputado estadual em Goiás. São cerca de 590 pedidos de registro para as 41 cadeiras da Assembleia Legislativa, em uma eleição marcada pelo elevado número de concorrentes, pela presença dos atuais deputados e pelo peso das bases municipais.

Na pesquisa estadual mais recente para o cargo, Paulo do Vale (PSD) e Cairo Salim (PSD) dividem a liderança numérica, com 1,8% das intenções de voto cada. Amilton Filho (MDB) aparece na sequência, com 1,5%.

Wilde Cambão (PSD) e Rubens Marques (União Brasil) registram 1,3%. Issy Quinan (MDB), Amauri Ribeiro (União Brasil) e Gugu Nader (Avante) aparecem com 1,2%. Gustavo Sebba (PSDB), Talles Barreto (União Brasil), Dr. George Morais (MDB) e Lincoln Tejota (União Brasil) têm 1,1% cada.

Major Araújo, Anderson Teodoro, Delegado Eduardo Prado e Pábio Mossoró aparecem com 1% cada. Como todos os percentuais estão dentro da margem de erro de 1,8 ponto, não é possível apontar um líder isolado na disputa.

O levantamento do Instituto Gazeta de Pesquisas ouviu 3 mil eleitores de 85 municípios entre 20 e 29 de agosto. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número GO-09302/2026.

O principal número do levantamento é o percentual de eleitores que ainda não definiu o voto. Segundo o Igape, 34,4% não souberam ou não opinaram. O índice é quase 20 vezes maior que os 1,8% alcançados individualmente pelos dois primeiros colocados.

A pesquisa anterior da Directa havia mostrado outra configuração. No levantamento realizado entre 28 e 31 de julho, Bruno Peixoto aparecia na primeira posição, com 2,8%, seguido por Romário Policarpo, com 2,3%. Dr. George Morais e Dr. José Machado tinham 1,9% cada.

Amilton Filho e Virmondes Cruvinel marcavam 1,8%, enquanto Ana Paula Rezende e Cairo Salim apareciam com 1,7%. Paulo do Vale tinha 1,5%, empatado com Adib Elias e Talles Barreto.

Bruno Peixoto, entretanto, deixou a disputa estadual para concorrer a deputado federal. A mudança ajuda a explicar a alteração na liderança e abre espaço entre os candidatos que buscam uma das cadeiras da Assembleia.

A Directa entrevistou 2 mil eleitores em 46 municípios, com margem de erro de 2,19 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada sob o número GO-03062/2026. Assim como no levantamento mais recente, a pergunta sobre deputado estadual foi espontânea, sem a apresentação prévia de uma lista de candidatos.

Os números também não representam uma projeção da futura composição da Alego. Na eleição proporcional, cada voto dado a um candidato ou à legenda contribui para o desempenho coletivo do partido ou da federação.

Em 2022, os deputados estaduais eleitos em Goiás tiveram votação média de aproximadamente 32,9 mil votos. O resultado variou de 73.692 votos, recebidos por Bruno Peixoto, a 17.484, obtidos por Cristóvão Tormin. Os extremos demonstram que não existe uma votação individual fixa capaz de assegurar uma cadeira.

Naquele pleito, o quociente eleitoral ficou próximo de 84 mil votos por vaga. O número serve como referência da votação necessária para que o partido ou a federação participe da distribuição inicial das cadeiras. Para ocupar diretamente uma vaga conquistada pelo quociente partidário, o candidato também precisava alcançar votação nominal equivalente a pelo menos 10% do quociente eleitoral.

A fragmentação dá importância adicional aos pequenos municípios. Uma candidatura que receba 300 votos em 20 cidades soma 6 mil votos, quantidade que pode representar a diferença entre eleição, suplência e derrota. Essa capilaridade favorece políticos com redes formadas por prefeitos, vereadores e lideranças regionais. Paulo do Vale tenta transformar dois mandatos como prefeito de Rio Verde em uma cadeira estadual. Cairo Salim, Amilton Filho, Wilde Cambão e outros parlamentares ou ex-ocupantes de cargos públicos também chegam à disputa com bases já estruturadas.

Em cidades como Aparecida de Goiânia, a divisão entre candidaturas locais pode dificultar a concentração de votos. Isaac Martins, Willian Panda, Vanilson Bueno, Felipe Mabel e Danilo Rios estão entre os nomes que disputam o mesmo eleitorado. No Entorno do Distrito Federal, Pábio Mossoró e Ramos Somar apostam na demanda por maior representação regional.

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