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Polícia Civil investiga desvio de R$ 425 mil em verba pública para pagar bruxaria, farmácia da cunhada e cartões pessoais

Operação Ritual do Desvio apura fraudes na Prefeitura de Goiânia com envolvimento de servidora pública; três são presos


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 05/08/2025 - 09:08

Foto: divulgação

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou, na manhã desta terça-feira (5), a Operação Ritual do Desvio, que apura o uso irregular de recursos públicos da Prefeitura de Goiânia para o pagamento de serviços de bruxaria, faturas de cartão de crédito, uma farmácia registrada no nome da cunhada da investigada, entre outros.

A ação é conduzida pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), por meio do Grupo de Repressão a Roubos (Garra), com apoio da Polícia Civil de Alagoas, através da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado. Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão domiciliar em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Bela Vista de Goiás e na região metropolitana de Maceió (AL).

Esquema fraudulento

Segundo as investigações, os desvios ocorreram a partir da conta bancária da própria Prefeitura de Goiânia, com pagamentos realizados diretamente por uma servidora municipal, que ocupava cargo de confiança à época. Os valores foram liberados por meio da inserção de dados falsos no sistema contábil, irregularidades inicialmente apontadas pela Controladoria-Geral do Município.

Somente no ano de 2025, a servidora teria realizado 14 pagamentos fraudulentos, desviando cerca de R$ 425 mil dos cofres públicos.

Destino do dinheiro público

Os valores foram direcionados a diferentes destinatários, incluindo:

  • Uma mulher que se apresenta como praticante de bruxaria, contratada para serviços místicos;
  • Uma associação desportiva, ainda sob apuração quanto ao vínculo com a investigada;
  • Uma farmácia registrada no nome da cunhada da servidora;
  • E pagamentos de faturas de cartões de crédito em nome da própria investigada.

Medidas judiciais

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de valores nas contas dos investigados e a suspensão do exercício das funções públicas da servidora municipal envolvida no esquema.

A Polícia Civil prossegue com as investigações para apurar se há envolvimento de outros servidores ou agentes públicos e rastrear a movimentação dos valores desviados.

Redação Tribuna do Planalto

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