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Terça-feira terá muito calor e baixa umidade do ar em Goiás

Goiás permanece em estado de alerta para a baixa umidade relativa do ar, abaixo de 20%, o que demanda mais cuidados, associada às altas temperaturas


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 19/08/2025 - 06:27

calor Goiás
Terça-feira será de muito calor e baixa umidade do ar

A terça-feira terá calor de até 38 graus em Goiás, na Região Oeste do estado, que também está em alerta máximo para o risco de incêndios, que atinge  nível crítico. O estado está sob alerta também para a baixa umidade relativa do ar, abaixo de 20%, o que pode ser muito prejudicial à saúde. A previsão é do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas (Cimehgo) da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

O calor também será intenso na Região Norte do Estado, com os termômetros chegando a 37 graus, e na Região Central, com 35 graus. Nas Regiões Sul e Sudoeste, a máxima será de 34 graus. As cidades mais quentes nesta terça-feira serão Aruanã, Araguapaz e Porangatu, com máximas previstas de 37 graus. Em seguida, vêm Montes Claros, com 36 graus, e Faina, com 35, e Flores de Goiás, Rubiataba, Iporá e Itumbiara, com 34 graus. As mínimas previstas são para Três Ranchos e Jataí, com 15 graus, Cocalzinho, Caiapônia e Palmeiras de Goiás, com 16 graus.

Goiânia terá uma terça-feira com predomínio de sol, com temperatura mínima de 19 graus e máxima de 33 graus. A umidade relativa do ar deve variar entre 18% e 65%. O nascer do sol será às 6h32  e o pôr do sol, às 18h08.

Goiás permanece em estado de alerta para a baixa umidade relativa do ar, abaixo de 20%, o que demanda mais cuidados, associada às altas temperaturas. A situação demanda cuidados especiais, principalmente em relação à hidratação, que deve ser abundante, e a evitar a exposição ao sol nas horas mais críticas.

Tempo seco exige cuidados essenciais com a pele

Com a umidade relativa do ar em níveis críticos em Goiás — em alguns dias atingindo apenas 10%, quando o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 60% —, os impactos vão muito além do desconforto respiratório. O ressecamento da pele é uma das consequências mais comuns e pode agravar doenças dermatológicas pré-existentes.

A dermatologista do Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT), unidade do Governo de Goiás gerida pelo Instituto Sócrates Guanaes (ISG), Nayana Aveiro, explica que a baixa umidade reduz a quantidade de água nas camadas superficiais da pele, prejudicando sua barreira protetora. “A pele fica áspera, descamando, às vezes com coceira, e há risco de agravamento de condições como dermatite atópica, dermatite de contato e psoríase”, ressalta.

Entre os problemas mais frequentes neste período estão o prurido (coceira) inespecífico, rachaduras nos lábios e fissuras em pés e mãos. Para prevenir esses sintomas, a médica orienta manter hábitos simples, mas essenciais. “O ideal é beber mais água, evitar banhos quentes e demorados, preferir sabonetes suaves, hidratar a pele logo após o banho e usar roupas leves para reduzir o atrito”, detalha.

O uso de hidratantes deve ser diário, pelo menos uma vez ao dia no corpo todo, e repetido em áreas mais ressecadas. Produtos mais consistentes, sem fragrância, são preferíveis por apresentarem menor risco de irritação. “A ureia é uma boa opção para áreas de pele íntegra ou mais espessa. Fórmulas que combinam ureia, ceramidas, lactatos ou ácido hialurônico garantem excelente hidratação”, recomenda Nayana.

A especialista lembra que a pele do rosto e do corpo têm necessidades diferentes. “O corpo, geralmente, exige produtos mais densos. Já a face se beneficia de loções oil free ou géis aquosos, ideais para peles oleosas ou acneicas”, explica. Lábios e áreas sensíveis, como ao redor dos olhos, precisam de produtos específicos e hidratação frequente.

Outro alerta é para o uso prolongado de ar-condicionado ou ventiladores, que reduzem ainda mais a umidade do ar. Nestes casos, a médica sugere intensificar o uso de hidratantes e, sempre que possível, associar umidificadores. Crianças e idosos requerem atenção especial. A pele infantil é mais sensível e suscetível à irritação, enquanto a dos idosos, naturalmente mais seca, pode precisar de hidratantes mais potentes.

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Redação Tribuna do Planalto

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