A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio do Grupo Especial de Repressão a Crimes Patrimoniais (Gepatri) de Rio Verde – 8ª DRP, deflagrou nesta quinta-feira (4) a Operação Panaceia, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado na falsificação e comercialização de medicamentos em larga escala.
A investigação, conduzida ao longo dos últimos meses, revelou a existência de uma associação criminosa altamente estruturada, responsável por produzir, adulterar e vender medicamentos destinados a fins terapêuticos e medicinais. Os produtos falsificados eram distribuídos não apenas em Goiás, mas também em outros estados brasileiros, colocando em risco a saúde da população.
No total, estão sendo cumpridos 36 mandados de prisão temporária e 51 mandados de busca e apreensão domiciliar, além de outras medidas cautelares determinadas pela Justiça.
Alvos e cidades da operação
As ações policiais ocorrem simultaneamente em sete cidades:
- Paranaiguara (GO)
- Rio Verde (GO)
- São Simão (GO)
- Quirinópolis (GO)
- Goiânia (GO)
- Uberlândia (MG)
- Ji-Paraná (RO)
Mais de 200 policiais civis participam da operação, que mobilizou delegados, agentes, escrivães e equipes de inteligência.
Esquema criminoso
Segundo a Polícia Civil, o grupo não apenas falsificava medicamentos, mas também mantinha um esquema paralelo de lavagem de dinheiro, envolvendo:
- movimentações financeiras suspeitas;
- aquisição de bens incompatíveis com a renda declarada;
- uso de diversas contas bancárias para ocultar os lucros ilícitos.
A operação busca não apenas prender os envolvidos, mas também quebrar a estrutura financeira da organização criminosa, garantindo a interrupção das atividades ilegais.
Riscos à saúde pública
A PCGO destacou que os medicamentos falsificados representam grave risco à saúde, já que eram produzidos sem qualquer controle sanitário, podendo conter substâncias tóxicas ou ineficazes. O caso será encaminhado para órgãos de fiscalização sanitária, que devem auxiliar na investigação sobre o impacto da distribuição desses produtos no mercado consumidor.
Próximos passos
Os presos serão levados para unidades prisionais da região e responderão por crimes como:
- falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos e medicinais;
- associação criminosa;
- lavagem de dinheiro.
A Polícia Civil informou que novas fases da operação não estão descartadas, já que a investigação continua para identificar todos os envolvidos na cadeia de produção e distribuição dos medicamentos.













