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Vanderlan admite dois nomes do PSD ao Senado em 2026: “Eu sou desprendido, falei isso para o Gustavo”

Presidente estadual do PSD afirma que Gustavo Mendanha tem liberdade para viabilizar candidatura


Andréia Bahia Por Andréia Bahia em 25/09/2025 - 09:39

Vanderlan Cardoso em entrevista à Tribuna do Planalto
Presidente estadual do PSD afirma que Gustavo Mendanha tem liberdade para viabilizar candidatura (Foto: Reprodução / Tribuna do Planalto)

Presidente estadual do PSD, o senador Vanderlan Cardoso admitiu, em entrevista à Tribuna do Planalto que o partido pode lançar até dois candidatos ao Senado em 2026, entre eles o ex-prefeito Gustavo Mendanha. “Cada partido pode lançar até duas vagas. Eu sou desprendido, falei isso para o Gustavo, entendeu?”, disse o senador, destacando que a definição será feita internamente e sem disputas pela imprensa.

Além do cenário eleitoral, Vanderlan avaliou como positiva a atuação do Senado ao arquivar a chamada “PEC da Blindagem”, defendeu uma saída de consenso para a anistia de pessoas presas nos atos de 8 de janeiro e pregou o equilíbrio entre os Três Poderes para evitar novos acirros políticos às vésperas das eleições.

Como ocorreu a negociação para a votação da CCJ hoje? Qual a sua avaliação?
O presidente Otto Alencar é um presidente que tem moral e ele resolveu pautar para enterrar de vez. E nós fizemos um trabalho junto com os pares e o resultado está aí, uma unanimidade.

E como fica o clima no Senado a partir de agora, e do clima do Senado para a Câmara?
Excelente, porque o Senado Federal, que é uma casa revisora, então pode ter certeza de que os deputados, o nosso presidente da Câmara, que eu respeito muito, está dando graças a Deus do Senado ter corrigido essa falha que houve. Falhar todos nós falhando. Às vezes tem falha mais grave, como foi essa. Mas sem problema nenhum, sempre há essas divergências. Isso que o Senado é uma casa revisora. Caso tenha excesso, o Senado corrige.

Como fica a discussão da anistia agora? Você acha que ela retoma agora ou vai ser enterrada junto com a PEC da blindagem?
Não, não vai ser enterrada, mas o que tem ali uma aprovação maior é para que aquelas pessoas que foram induzidas a ir para os quartéis, ir para a Brasília, e acontecer o que aconteceu, que essas que foram presas e algumas que estão em julgamento, que sejam anistiadas. Aquelas que cometeram crimes mais graves, que tenha aí uma redução, que tem uma pena menor, porque a pena que foi dada é um absurdo. Agora o núcleo duro, aquele que realmente induziu essas pessoas, que sejam penalizadas. Não concordo, como a maioria não concorda, que seja essas penas abusivas de 27 anos, que foi para o ex-presidente, de forma alguma. Então, tem consenso para que haja um acordo em cima de redução de penas e de anistia para alguns que realmente foram induzidos, esse é o clima e acho que é o que vai ser aprovado.

Justamente agora, após a PEC da Blindagem ter sido arquivada entra em debate?
Vai entrar. Porque todos sabem, todos parlamentares, todo mundo quer que haja paz no Brasil. Para haver paz no Brasil, alguns excessos que foram cometidos pelo STF, que sejam organizados isso, regulamentado aí uma pena menor e tudo mais. Então eu acredito que vai ser bom para todo mundo. Bom para o STF, bom para o Executivo e bom para o Legislativo, para que haja uma harmonia, uma paz, já que o ano que vem tem eleições. Não pode acirrar mais os ânimos. Então nós vamos procurar. Eu sou do diálogo, acho que tudo tem que ter equilíbrio e a gente está ajudando nesse sentido.

E há um acordo com os Três Poderes neste sentido?
Eu já adiantei o que eu podia. Só uma coisa aqui.

Sobre a eleição, o senhor acha que essa disputa pela vaga do Senado pode dividir ainda mais o PSD?
O ex-prefeito Gustavo Mendanha veio para o partido para ele viabilizar o que ele quiser. Então o projeto inicial dele é um compromisso que a gente fez. Ele tem interesse em interesse de ser vice. Caso não der certo, qual que é o próximo plano B? Ser candidato ao Senado. Quantas vagas nós temos para o Senado? Duas vagas. Então cada partido pode lançar até duas vagas. Eu sou desprendido, falei isso para o Gustavo, entendeu? Então nós vamos discutir isso dentro do partido. Chega de discutir pela imprensa. Nós temos que ter maturidade para discutir. Os acordos que foram feitos entre eu, Kassab e Gustavo, e tinha outros participando, Ismael Alexandre, com certeza vai ser cumprido. Agora, só depende dele andar, viabilizar a candidatura que ele quiser. Se ele quiser até ser candidato a governador, falei pra ele. Se ele quiser…

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