As empresas que atuam em Goiás têm até o dia 30 de setembro para protocolar junto à Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) seus Planos de Logística Reversa (PLR) referentes ao biênio 2025-2026. O documento é obrigatório e deve detalhar metas, estratégias e parcerias voltadas à destinação correta de embalagens e resíduos, em conformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).
O PLR é considerado fundamental porque orienta as ações futuras das companhias em relação à circularidade dos resíduos, funcionando como instrumento de responsabilidade compartilhada entre empresas, consumidores e poder público. Diferente dos relatórios entregues anualmente — que comprovam as ações realizadas no período anterior —, os planos têm caráter prospectivo, indicando como será a gestão nos próximos anos.
Segundo Jessica Doumit, diretora de Relações Governamentais da eureciclo e presidente do Instituto Giro, este é o momento em que as empresas podem alinhar governança corporativa e sustentabilidade. “Elaborar um plano de logística reversa robusto é olhar para o resíduo como um ativo valioso. É preciso fortalecer uma cadeia que gera valor econômico, promove inclusão social para catadores e posiciona as empresas como agentes fundamentais na construção de um futuro mais sustentável”.
A não entrega do plano até o prazo estipulado pode gerar sanções como multas, exclusão dos sistemas de logística reversa e impacto direto na reputação das marcas, já que os consumidores estão cada vez mais atentos às práticas ambientais das empresas.
Importância da logística reversa
A logística reversa é um dos pilares da PNRS, pois viabiliza a coleta e o reaproveitamento de materiais pós-consumo, reduzindo impactos ambientais e incentivando o consumo consciente. No Brasil, iniciativas como a da eureciclo já destinaram corretamente mais de 1,7 milhão de toneladas de resíduos, com repasse de R$ 106 milhões a cooperativas de catadores e operadores da cadeia de reciclagem.
Além de atender à legislação, investir em logística reversa fortalece um modelo de negócios mais sustentável, promove inclusão social e contribui para reduzir a emissão de gases de efeito estufa.















