A política climática brasileira ganhou força nesta quinta-feira (6). Durante a Cúpula de Líderes, em Belém, a Noruega confirmou que investirá US$ 3 bilhões no Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF). O montante será repassado em dez anos e amplia a participação de países estrangeiros na iniciativa.
Com essa contribuição, o Brasil já chega a US$ 5 bilhões assegurados para o TFFF. O governo brasileiro investiu US$ 1 bilhão e, além disso, a Indonésia também destinou US$ 1 bilhão ao projeto. Logo depois, Portugal se tornou o primeiro país europeu a aderir, com um aporte de 1 milhão de euros. A França ainda confirmou uma contribuição única de 500 milhões de euros, o que reforça a credibilidade da iniciativa no cenário internacional.
Como o TFFF transforma conservação em retorno econômico
Entretanto, o plano do Brasil mira um objetivo ambicioso: alcançar US$ 25 bilhões em aportes governamentais. A partir dessa base, o fundo pretende atrair até US$ 100 bilhões de investidores privados e fundos institucionais. Depois, todo esse capital será aplicado no mercado financeiro.
Assim, os rendimentos anuais estão estimados em US$ 4 bilhões e devem ir para países que preservam suas florestas tropicais. Dessa forma, o TFFF cria um incentivo econômico para quem protege o meio ambiente.
Resistências em Belém
Apesar dos anúncios, o fundo não avança sem críticas. Mais de cem organizações lançaram um manifesto chamado “Não ao TFFF, sim ao direito das florestas”. Para esses grupos, a política pode tornar países dependentes de remuneração internacional e enfraquecer o protagonismo das comunidades tradicionais. Mesmo assim, o governo aposta no TFFF para apresentar resultados concretos na COP30.















