O Dia Mundial em Memória às Vítimas de Trânsito (DMMVT), celebrado todos os anos no terceiro domingo de novembro, convida o mundo inteiro a uma pausa de reflexão. Instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2005 e reconhecida oficialmente no Brasil, a data lembra as vidas perdidas e as famílias afetadas por sinistros de trânsito, um problema que segue como uma das principais causas de morte evitável no país.
“O Dia Mundial em Memória às Vítimas de Trânsito é mais do que uma data simbólica, é um lembrete de que cada número representa uma história interrompida. São famílias devastadas, sonhos interrompidos, vidas que deveriam ter seguido se houvesse mais responsabilidade, empatia e respeito”, afirma Luiz Gustavo Campos, diretor e especialista em trânsito da Perkons.
Números alarmantes
De acordo com o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), o Brasil registra em média 34 mil mortes e mais de 240 mil feridos graves todos os anos. Esses números, além de impactarem famílias e comunidades, geram perdas econômicas estimadas em R$ 50 bilhões anuais entre despesas médicas, previdenciárias e produtivas.
O último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que os sinistros de trânsito continuam sendo a principal causa de morte de crianças e jovens entre 5 e 29 anos no mundo, com cerca de 1,19 milhão de óbitos por ano. No Brasil, motociclistas e pedestres representam mais da metade das vítimas fatais, e em quase 90% dos casos, o fator humano — como velocidade excessiva, distração, uso de celular ou álcool — está presente.
“Nenhuma morte no trânsito é aceitável. A tecnologia já nos permite agir antes da tragédia e até mesmo mitigar danos em caso de sinistro – com controle da velocidade, por exemplo. Precisamos transformar datas como o DMMVT em um compromisso real com a vida, e isso é urgente”, reforça Campos.
Primeira parcela do 13º salário deve ser paga até 28 de novembro














