A ceia de Natal de 2025 deve registrar aumento médio de cerca de 4,5% nos preços, segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), impactando as compras para a data e exigindo planejamento e escolhas estratégicas para manter o orçamento sob controle e preservar a tradição da mesa natalina.
Depois de encarecer 5,8% no Natal passado, a alta prevista para 2025 é considerada mais moderada, mas não ocorre de forma uniforme. A variação afeta de maneira diferente carnes, aves, frutas e produtos importados, o que demanda atenção na hora das escolhas.
A boa notícia é que, com organização e decisões inteligentes, é possível montar uma ceia saborosa e equilibrada. Pensando nisso, Camila Dornelles, nutricionista da UBS Jardim São Bento, gerenciada pelo CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, apresenta orientações práticas para economizar.
Planejamento prévio
Montar uma lista de compras antes de sair de casa continua sendo uma das estratégias mais eficazes para evitar gastos desnecessários. A nutricionista destaca que priorizar feiras livres e mercados de bairro pode ajudar, já que esses locais costumam oferecer preços mais baixos e alimentos mais frescos. Pesquisar valores em diferentes estabelecimentos também faz diferença no total da compra, e promoções de última hora, comuns neste período, podem aliviar o orçamento quando bem aproveitadas.
Outro ponto é calcular corretamente as porções por pessoa, reduzindo desperdícios e contribuindo para um consumo mais consciente e equilibrado durante as festas.
Escolhas inteligentes
Dar preferência a alimentos da estação é uma forma de economizar sem perder qualidade. Frutas como abacaxi, banana, manga, melão, melancia e laranja costumam ter bom custo-benefício, assim como frutas tropicais como caju e caqui. Entre os legumes, abóbora, abobrinha, batata, berinjela, cenoura, vagem e beterraba são boas opções, enquanto verduras como alface, rúcula, repolho roxo, espinafre, coentro, salsinha, pepino e agrião ajudam a compor a mesa com variedade e economia.
Substituições também fazem diferença: castanhas e frutas secas podem dar lugar a frutas frescas da estação; o azeite, com preço elevado, pode ser trocado por óleos como soja ou canola em molhos e temperos; e a margarina pode substituir a manteiga em receitas como farofas e tortas sem prejuízo ao sabor.
As proteínas, que concentram grande parte do gasto, podem ser repensadas. O frango assado pode substituir o peru e ganhar destaque com ervas e especiarias típicas do Natal, sendo cortes como coxa e sobrecoxa mais acessíveis. Para tortas e recheios, carne moída e peito de frango desfiado são opções versáteis. O tender pode ser substituído por carne suína desfiada ou costelinha, e, entre os peixes, sardinha, tilápia e pescada aparecem como alternativas mais econômicas ao bacalhau.
Nas sobremesas, receitas simples continuam em alta. A rabanada, preparada com pão amanhecido, leite, ovos, açúcar e canela, mantém a tradição, enquanto mousse de maracujá e bolos com frutas da estação são fáceis de fazer e ajudam a preservar o clima festivo.
Mesmo com a alta prevista nos preços, planejamento, escolhas simples e substituições inteligentes permitem manter a ceia de Natal saborosa e dentro do orçamento, preservando a tradição sem comprometer as finanças da família.














