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Federação dos Trabalhadores no Comércio defende diálogo sobre redução da jornada de trabalho

As entidades dos trabalhadores  defendem a implantação da escala 5x2, com 40 horas semanais e sem redução salarial


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 02/03/2026 - 18:14

comércio jornada
As entidades dos trabalhadores  defendem a implantação da escala 5x2, com 40 horas semanais e sem redução salarial

A Federação dos Trabalhadores no Comércio nos Estados de Goiás e Tocantis (Fetracon GO/TO) e o Sindicato dos Empregados no Comércio no Estado de Goiás (Seceg) divulgaram nota defendendo cautela, diálogo e responsabilidade em torno das discussões sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da redução da jornada de tramalho no país. “Até o momento, não há texto definitivo que esclareça se a proposta tratará da mudança para 5×2, 4×3, como previsto na PEC 8/2025, ou apenas da redução da carga semanal de 44 para 40 horas. Também não há definição sobre impactos salariais ou sobre a organização das folgas no setor do comércio”, diz a nota.

“Diante desse cenário, as entidades defendem cautela, diálogo e responsabilidade”. O presidente da Fetracom GO/TO e do Seceg, Eduardo Amorim, reforça que a pauta é histórica. “A Fetracom sempre defendeu a redução da jornada sem redução de salário. Já estivemos em Brasília pressionando pela redução das 44 para 40 horas” pontua o sindicalista. “Menos jornada significa mais qualidade de vida, mais tempo para a família e melhor equilíbrio nas relações de trabalho.”

As entidades dos trabalhadores  defendem a implantação da escala 5×2, com 40 horas semanais e sem redução salarial, assegurando folgas preferencialmente casadas aos sábados e domingos.

Nos casos específicos dos shopping centers, onde há maior fluxo aos finais de semana, poderá haver assembleia própria para negociação diferenciada, admitindo-se o trabalho em sistema de um domingo sim, outro não, independentemente de gênero, garantindo-se que a folga dominical seja sempre acompanhada do sábado.

Nos casos em que a folga não ocorrer no domingo, deverá ela ser concedida de forma compensatória dentro dos sete dias da respectiva semana.

Eduardo Amorim destaca ainda: “Não há regras definidas até agora. Falar em colapso é precipitado. O debate é legítimo e precisa ser feito com serenidade e participação das entidades sindicais.”

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