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Prefeitura de Goiânia contrata armadilhas contra dengue por R$ 12,6 milhões

Contrato aprovado pelo Comitê de Controle de Gastos prevê aquisição de estações e refis bioativos para reforçar estratégia de combate à dengue na capital


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 04/03/2026 - 11:30

Armadilha com inseticida utilizada para atrair e contaminar o mosquito Aedes aegypti (Foto: Divulgação)

A Prefeitura de Goiânia aprovou a contratação de estações de disseminação de inseticida para o combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, zika e chikungunya. O investimento estimado é de R$ 12.618.654,00 para 12 meses, despesa aprovada sem ressalvas pelo Comitê de Controle de Gastos, segundo publicação no Diário Oficial do Município desta terça-feira (3).

O contrato prevê a aquisição de insumos e refis bioativos utilizados nas Estações de Disseminação de Inseticida (EDI), equipamentos instalados em áreas estratégicas da cidade. A contratação será realizada por Sistema de Registro de Preços, permitindo que os materiais sejam adquiridos conforme a demanda da Diretoria de Vigilância em Zoonoses.

As estações funcionam como armadilhas que simulam criadouros ideais para o mosquito. Ao pousar no dispositivo, a fêmea entra em contato com o inseticida e transporta o produto para outros criadouros, ampliando o alcance da ação de controle do vetor. A estratégia é utilizada como medida complementar às visitas domiciliares, mutirões de limpeza e eliminação de focos do mosquito.

A tecnologia já vem sendo aplicada no município nos últimos anos, como em 2025, quando a prefeitura instalou mil novas armadilhas na Região Noroeste, considerada a área com maior incidência de arboviroses. No ano passado, a administração também realizou a manutenção de cerca de 9 mil dispositivos distribuídos pela cidade pela gestão anterior.

Em nota à Tribuna do Planalto, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) informou que “o registro de preço não prevê a aquisição imediata dos produtos”. Segundo a pasta, “a aquisição dos produtos será realizada a depender da necessidade do município, de acordo com a evolução do cenário epidemiológico de dengue na capital”.

A secretaria esclareceu que existem 10.800 armadilhas instaladas pela cidade, todas adquiridas na gestão anterior, e que os dispositivos demandam a utilização de refis dos inseticidas a cada 60 dias. “O novo processo prevê a aquisição de até 4.200 novas estações e de refis para abastecer as 15 mil armadilhas (tanto as novas quanto as já em uso) pelo período de um ano.”, finaliza.

Vacinação

Paralelamente às ações de controle do mosquito, a Prefeitura de Goiânia iniciou nesta semana a vacinação contra a dengue para profissionais da saúde da Atenção Primária. A capital recebeu 1.640 doses da vacina Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Nesta primeira etapa, a imunização prioriza trabalhadores das unidades de saúde com idade entre 40 e 59 anos, seguindo posteriormente para outras faixas etárias. A aplicação ocorre nos próprios locais de trabalho, realizada pelas equipes dos distritos sanitários.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, a estratégia busca proteger os profissionais que atuam na linha de frente do atendimento à população e integrar medidas de prevenção e assistência no enfrentamento à doença.

Avanço da doença

Dados do Boletim Epidemiológico de Arboviroses, divulgado em 25 de fevereiro, apontam que Goiânia registrou 4.139 casos confirmados de dengue nas oito primeiras semanas de 2026, além de um óbito pela doença neste ano.

O levantamento mostra que 75% das infecções são causadas pelo sorotipo 3 do vírus, enquanto 25% correspondem ao sorotipo 2. O município também registrou 26 casos de chikungunya, um de zika e dois de febre amarela no mesmo período.

Seis dos sete distritos sanitários da capital apresentam classificação de risco alto para dengue. Os maiores números de casos estão nas regiões Campinas-Centro (868), Noroeste (834) e Sul (733). Já os distritos Oeste (583), Leste (400) e Norte (279) também aparecem com risco elevado, enquanto a região Sudoeste permanece com risco médio.

Além das armadilhas e da vacinação, a prefeitura mantém a Operação de Enfrentamento à Dengue, que mobiliza 750 agentes de combate a endemias para realizar cerca de 2,5 milhões de visitas domiciliares na capital, além de ações de limpeza urbana e assistência aos pacientes nas unidades de saúde.

Matéria atualizada às 18h01 para incluir posicionamento da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia.

Leia mais:
https://tribunadoplanalto.com.br/prefeitura-de-goiania-instala-mil-armadilhas-para-mosquito-da-dengue-na-regiao-noroeste/

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