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PF e CGU cumprem operações contra fraudes em contratos públicos em Goiás e outros estados

Operações Makot Mitzrayim e Rio Vermelho cumprem 50 mandados judiciais em São Paulo, em Goiás e no Distrito Federal


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 15/04/2026 - 10:02

PF E CGU GOIÁS

Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou, nesta quarta-feira (15/4), duas operações policiais visando à repressão de crimes de corrupção ativa e passiva, de peculato-desvio, de lavagem de capitais e crimes licitatórios e irregularidades nos processos de seleção de empresas prestadoras de serviços, com possível direcionamento e simulação de concorrência. Estão sendo cumpridos 50 mandados judiciais.

A Operação Makot Mitzrayim cumpre 18 mandados de busca e apreensão nos estados de Goiás, do Tocantins e do Maranhão, no âmbito de investigação sobre desvio de recursos públicos mediante quarteirização e quinteirização de contratos realizados por duas organizações sociais que atuaram em Goiás.

As diligências demonstraram que as organizações sociais contrataram serviços e empresas. Os serviços contratados foram prestados de forma superfaturada, possibilitando o desvio de verbas públicas. As verbas desviadas eram utilizadas para beneficiar ilicitamente os fraudadores das organizações sociais para pagar servidores públicos responsáveis pela fiscalização desses contratos.

A Operação Rio Vermelho cumpre 28 mandados de busca e apreensão e 4 de prisão preventiva e apura suspeitas de irregularidades na gestão de recursos públicos destinados ao enfrentamento da pandemia de Covid-19 em hospital de campanha administrado por organização social. As buscas ocorrem em Goiânia/GO, em Brasília/DF e em São José do Rio Preto/SP.

De acordo com as investigações, iniciadas a partir de auditorias da CGU, foram identificados indícios de que a estrutura da organização social teria sido utilizada como instrumento para viabilizar a obtenção de lucros indevidos por meio de contratações custeadas com recursos públicos.

As apurações apontam irregularidades nos processos de seleção de empresas prestadoras de serviços, com possível direcionamento e simulação de concorrência.

Foram identificados indícios de contratações voltadas à maximização de margens, com possível precarização das relações de trabalho por intermédio de estruturas simuladas. Também há vínculos entre dirigentes e empresas contratadas, o que pode indicar favorecimento indevido.

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