A prisão do vereador em exercício Zander Fábio (Podemos) durante a operação da Polícia Civil que apura suposto desvio de R$ 1,5 milhão em contratos da área cultural provocou repercussão na Câmara Municipal de Goiânia. Parlamentares ocuparam a tribuna para comentar o caso e expuseram visões distintas sobre como a Casa deve reagir diante das investigações.
O vereador Fabrício Rosa (PT) fez discurso em defesa da atuação dos órgãos de controle e afirmou que a operação não surpreendeu quem acompanha os bastidores políticos da capital. Sem entrar no mérito jurídico do processo, declarou que a Câmara amanheceu “ferida pela corrupção” e associou a prisão aos danos causados à imagem do Legislativo.
Na mesma sessão, o vereador Marquim Goyá (PRD) adotou um tom de cautela e criticou o que classificou como julgamentos antecipados entre os próprios parlamentares. Segundo ele, a exposição pública e ataques entre vereadores contribuem para desgastar a imagem institucional da Câmara perante a população.
“Os culpados pagarão pelos seus crimes. Os investigados responderão pelos seus atos, mas não cabe a nós vereadores fazer julgamento antecipado aqui na tribuna”, afirmou.
Em aparte, o vereador Henrique Alves concordou com a necessidade de preservar a instituição e disse que divergências e eventuais denúncias devem ser tratadas com responsabilidade. Para ele, o foco do Legislativo deve permanecer na entrega de resultados à população e na preservação da credibilidade do parlamento municipal.
A manifestação dos vereadores ocorre no mesmo dia em que a Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Decor) cumpriu mandados de prisão e busca em investigação que apura suposto direcionamento de recursos públicos para eventos culturais realizados em 2024. As investigações seguem em andamento e, até o momento, não há condenações relacionadas ao caso.
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