Conheço o Doutor Darô Fernandes desde os meus primeiros passos — ou melhor, desde quando eu ainda engatinhava na política. Nossa história começou no movimento estudantil da PUC Goiás, um espaço onde ideias fervilhavam e a vontade de transformação era maior que qualquer obstáculo. Naquele ambiente, eu ajudava a organizar uma base sólida em defesa dos estudantes, enquanto Darô já demonstrava sua vocação natural: articulava, mobilizava e enfrentava, com coragem, os desafios do movimento estudantil. Foi ali que ele se consolidou como uma liderança legítima na defesa dos direitos estudantis.
Do movimento estudantil, demos juntos um salto importante rumo à política partidária. Entendíamos — e ainda entendemos — que os partidos são pilares fundamentais da democracia. São eles que representam a sociedade, que formam — ou deveriam formar — lideranças comprometidas com o interesse público. A política partidária é, em sua essência, a ponte entre a sociedade e o poder transformador das instituições, quando exercida com ética, responsabilidade e compromisso social.
Darô teve papel decisivo na construção de um dos maiores movimentos de juventude já vistos em Goiás. A partir da juventude da social democracia, surgiram importantes lideranças que contribuíram para a vida política goiana e nacional. Foi um período marcado por intensa mobilização, pela construção de redes de apoio e pela implementação de políticas públicas voltadas à juventude. Um momento rico, que deixou marcas duradouras na organização social e política do estado.
Como acontece na vida, nossos caminhos seguiram rumos diferentes por um tempo. Darô trilhou a advocacia, enquanto eu fui para a roça. No exercício do Direito, ele demonstrou um impressionante poder de articulação dentro da OAB, construiu teses jurídicas consistentes e consolidou uma atuação institucional respeitável. Sempre combativo, sempre comprometido com a defesa das instituições.
Anos depois, o destino tratou de nos aproximar novamente. A advocacia trouxe Darô de volta ao debate político, e a agricultura me reconectou à formulação de políticas públicas, especialmente voltadas à agricultura familiar. Foi nesse reencontro que percebemos que nunca havíamos nos afastado de fato: seguimos, cada um à sua maneira, conectados pelo compromisso com a democracia brasileira.
Darô Fernandes é, acima de tudo, um líder. Comunicador habilidoso, carismático, articulador nato e preparado para os desafios da vida pública. Em um ano eleitoral, sua participação no processo democrático representa uma contribuição importante para uma sociedade que, cada vez mais, precisa superar divisões e reencontrar caminhos de unidade.
Que este período eleitoral seja marcado por debates de projetos e ideias, por propostas concretas e pela construção coletiva de soluções. Que haja menos busca por curtidas e mais compromisso com políticas públicas que realmente cheguem à vida das pessoas. É disso que a democracia precisa. É isso que a sociedade espera.



Por Rodrigo Zani em 15/04/2026 - 13:21










