A Câmara Municipal de Goiânia passou a analisar, nesta quarta-feira (20), o projeto de lei da vereadora Aava Santiago (PSDB) que institui o Calçadão da Rua 8, no Setor Central. A proposta prevê a transformação do trecho entre a Avenida Anhanguera e a Rua 4 em espaço prioritário para pedestres, com foco em mobilidade sustentável, cultura, lazer e fortalecimento do comércio local.
De acordo com o texto, a via continuará aberta ao trânsito de veículos durante a semana. No entanto, às sextas-feiras e sábados, a partir das 18h, além de domingos e feriados, o espaço será exclusivo para pedestres, ciclistas e atividades culturais.
“Essa proposta dialoga diretamente com o projeto Ocupa o Centro, que já foi instituído por meio da Lei 11.293. O objetivo é o mesmo: devolver a vida ao coração de Goiânia, criando oportunidades para manifestações artísticas, culturais e esportivas, além de valorizar os bares e espaços que já recebem ações culturais ao longo do ano. O Calçadão da Rua 8 é mais uma iniciativa dentro de um bloco de ações que têm como foco ampliar o direito à cidade e colocar o Centro na rota das prioridades econômicas e culturais”, afirmou Aava.
O projeto autoriza a Prefeitura a investir na requalificação da área, com melhorias em iluminação, mobiliário urbano, paisagismo e acessibilidade. Também abre espaço para parcerias com a iniciativa privada, voltadas à promoção de eventos culturais, turísticos e gastronômicos.
Segundo a vereadora, a inspiração veio de experiências bem-sucedidas em capitais como Campo Grande e Rio de Janeiro, onde calçadões resultaram em maior circulação de pessoas, fortalecimento econômico e aumento da sensação de segurança.
“Queremos um Centro vivo, com oportunidades para artistas, feirantes, comerciantes e trabalhadores. O calçadão vai fortalecer a economia, valorizar nosso patrimônio cultural e atrair novamente as pessoas para a região. Assim como ocorreu no Rio, com o Porto Maravilha, queremos colocar Goiânia na mesma prateleira dos grandes centros que conseguiram revitalizar seus espaços urbanos e devolver vitalidade às áreas históricas”, disse.
Aava ainda ressaltou que a medida busca equilibrar os interesses do comércio e da população. “Não se trata apenas de fechar uma rua, mas de abrir o Centro para convivência, lazer e prosperidade”, completou.













