Condenado a 14 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do radialista Valério Luiz, o açougueiro Marcus Vinicius Pereira Xavier, de 41 anos, foi preso em Portugal. Ele foi preso na cidade de Caldas da Rainha, em cumprimento a mandado de detenção internacional emitido pelas autoridades judiciárias do Brasil pelo crime de homicídio qualificado. Ele passou por audiência e deverá ser extraditado para cumprir a pena no Brasil dentro de 30 a 60 dias. A prisão aconteceu na tarde de segunda-feira (12).
Em novembro de 2024, o Tribunal de Justiça de Goiás determinou a prisão dos réus Urbano de Carvalho Malta e Marcus Vinícius Pereira Xavier, ambos sentenciados a 14 anos de reclusão em regime fechado pela participação no assassinato do cronista esportivo Valério Luiz de Oliveira. A decisão foi emitida pelo juiz Lourival Machado da Costa, da 4ª Vara Criminal dos Crimes Dolosos contra a Vida e Tribunal do Júri de Goiânia, e visa a execução imediata da pena, respaldada por uma recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Conforme o entendimento do STF, que fixou jurisprudência em casos de Tribunal do Júri, a execução provisória da pena pode ser realizada mesmo antes do trânsito em julgado da sentença, desde que o regime de cumprimento seja inicialmente fechado. Esse posicionamento, previsto no Tema 1.068 do STF, reforça a execução de veredictos do júri independentemente do tempo de pena fixado.
Os mandados de prisão de Malta e Xavier foram expedidos no dia 6 de novembro de 2024, determinando que os réus sejam capturados e mantidos em unidades prisionais até que os recursos sejam julgados.
Condenação
A condenação dos envolvidos no assassinato do cronista Valério Luiz ocorreu em novembro de 2022, após mais de uma década do crime, e foi resultado de três dias intensos de julgamento. Além de Urbano Malta e Marcus Xavier, também foram condenados Maurício Sampaio, ex-dirigente do Atlético Goianiense, e Ademá Figueiredo Aguiar Filho. De acordo com a sentença, Maurício Sampaio foi o mandante do homicídio, motivado por críticas de Valério Luiz à sua atuação como vice-presidente do clube. Sampaio recebeu uma pena de 16 anos de prisão em regime fechado.
Apontado como o autor dos disparos, Ademá Figueiredo foi sentenciado também a 16 anos de prisão e, assim como Sampaio, encontra-se preso desde junho de 2024. Urbano Malta, que teria intermediado a contratação de Ademá para executar o crime, foi condenado a 14 anos de reclusão. Já Marcus Xavier, acusado de ter fornecido a motocicleta, o capacete e a camiseta usados no crime, além de guardar a arma e o celular utilizados para a comunicação entre os envolvidos, também recebeu uma sentença de 14 anos.
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