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Alerta e prudência


Domingos Ketelbey Por Domingos Ketelbey em 19/05/2024 - 05:22

Se o prefeito de Aparecida de Goiânia, Vilmar Mariano (UB), vive sob clima de desconfiança em sua própria base, à sombra de um “Plano B”, o deputado federal professor Alcides Ribeiro (PL), trabalha para manter sua folga na liderança das pesquisas e evitar que o clima de “já ganhou” tome conta de sua militância. Seu núcleo político e sua equipe de marketing e comunicação estão cientes dos desafios que estão por vir, e calculam cada rota para evitar repetir o que ocorreu quase uma década atrás, nas eleições de 2016.

No retrovisor, ainda está nítida a imagem do professor Alcides, então no PSDB, liderando as pesquisas de intenção de votos durante quase todo o período eleitoral. No entanto, a campanha do empresário se desidratou ao longo do processo e o crescimento de um vereador ao longo da caminhada: Gustavo Mendanha (MDB), que no final do pleito, saiu vencedor e foi eleito prefeito de Aparecida, no primeiro turno.

Aliados e militantes que participaram do processo eleitoral, em 2016, ainda tentam encontrar explicações para a derrota: Alcides ficou em terceiro, atrás do então deputado estadual Marlúcio Pereira. Entre as justificativas estão a campanha de desinformação de que o professor foi alvo. “Ele foi vítima de mentiras sórdidas que com o tempo foram sendo desmentidas. Hoje, muitos já pediram desculpas ao professor”, diz um aliado.

O estrategista político e responsável pelo marketing de Alcides, Marcelo Vitorino, concorda com a tese. “Penso que 2016 foi uma eleição que ele poderia ter vencido e não venceu por conta de disseminação de boatos, insinuações e fake news”, destacou. “Em 2016, não houve um preparo para lidar com os ataques daquela eleição”.

Marcelo está confiante que, com o contexto diferente, o deputado federal tenha melhores chances do que há oito anos. “Alcides tem credibilidade, vive e conhece todos os bairros. Ele tem empresa e emprega muita gente em Aparecida. O vínculo com a cidade é algo muito forte e acredito que seja capaz de evitar o que aconteceu em 2016”, salienta o estrategista.

Apesar da confiança, os militantes são orientados a evitarem qualquer clima de “já ganhou”. O coordenador da campanha, ex-prefeito Ademir Menezes (PSD), destaca à coluna que em todas as reuniões, reforça o óbvio: “a eleição só termina quando o último voto é apurado e a Justiça Eleitoral sacramenta o resultado”, destaca.

 

ESTRATÉGIA> Uma das missões de Vitorino, então, é preparar a militância de seu cliente para a defesa. Ou o ataque. “Os pré-candidatos a vereador estão sendo treinados. Todo o trabalho na campanha tem sido preparado para atuar em frente ao ataque. Se tiver o ataque, vai ter a defesa. Essa é a principal diferença. Não vai ser tão fácil bater no professor como foi em 2016”, acrescentou.
ESTRATÉGIA> Uma das missões de Vitorino, então, é preparar a militância de seu cliente para a defesa. Ou o ataque. “Os pré-candidatos a vereador estão sendo treinados. Todo o trabalho na campanha tem sido preparado para atuar em frente ao ataque. Se tiver o ataque, vai ter a defesa. Essa é a principal diferença. Não vai ser tão fácil bater no professor como foi em 2016”, acrescentou.

Treinamento

Marcelo Vitorino deve ter outros encontros com pré-candidatos e militância alcidista. Tudo para preparar a campanha e evitar um novo revés. “Temos um trabalho de manter o professor na liderança, o que pode ser mais difícil, do que fazê-lo subir nas pesquisas”, destaca. Vitorino espera uma campanha “dura”, de ataques e “pancadaria”.

Comparação

Responsável pela campanha de marketing que levou Wilder Morais (PL) ao Senado, em 2022, Vitorino explica as diferenças: “Ele saiu atrás com 3% das intenções de voto. Sua campanha foi ao Senado, que é diferente da campanha de prefeito. Completamente diferente”, pontuou.

Crescimento planejado

Vitorino dá detalhes sobre como foi a campanha de Wilder: “A gente trabalhou em fases. Planejamos de ele não crescer rápido. Se ele cresce rápido demais, os outros iriam triturá-lo. Trabalhamos devagarzinho. Essa opção eu não tenho com o Alcides, que já está em cima. Fazer crescer é mais fácil do que defender o cinturão”.

Provocação

O estrategista cita os concorrentes de ambas as campanhas. Cita, inclusive, a trajetória do ex-governador Marconi Perillo. “Marconi Perillo é infinitamente melhor que Vilmar. Não dá para comparar. Sem desmerecimento ao Vilmar, mas guardadas as proporções não há o que comparar”, citou.

Reação

Aliados de Vilmar Mariano questionam à coluna a forma como Marcelo Vitorino apresentou o prefeito de Aparecida. “Apesar de o profissional dizer que espera uma campanha dura, ele já dá indicativos que é ele que vai direcionar o ataque. Já começa plantando fake news dizendo que vamos partir pra baixaria”, destaca um profissional do entorno marianista.

“Semana que vem”

Aposta de Vilmar para viabilizar as obras prometidas e consequentemente alavancar a gestão, o prefeito garante que o empréstimo junto ao Brics deverá sair nos próximos dias. “Faltava uma certidão e a gente deve ter enviado hoje (quinta, 16) à Secretaria de Fazenda e certamente na semana que vem a gente consegue assinar o contrato. Certeza absoluta”, declarou em entrevista ao programa Universo Politheia.

Irreversível

Apesar das desconfianças existentes sobre o futuro de Vilmar Mariano, aliados e palacianos avaliam que tornou-se praticamente impossível que o atual prefeito seja retirado do processo eleitoral. “O ‘timing’ para qualquer substituição passou”, avalia um ator político.

Respaldo

Deputado federal, vice-presidente e fundador do Solidariedade, Paulinho da Força garante a este colunista que o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, tem respaldo e segurança para disputar a reeleição em Goiânia. “Só não vai se ele não quiser”, destaca.

Elogios

Paulinho da Força elogia a administração de Rogério e confia na reversão do quadro. “Ele promoveu a maior reforma que Goiânia já viu. São mais de 1000km de obras asfálticas. Poucos prefeitos no Brasil fizeram o que ele fez”, destacou. Ainda assim, Cruz lidera os índices de rejeição.

“Inviável”

Trata-se de uma boa notícia para Rogério Cruz. O Republicanos, ex-partido do prefeito, comunicou, às vésperas do fim da janela partidária, que sua gestão era “inviável” para a campanha de reeleição. O Solidariedade, então, abriu as portas e promete dar sustentação ao gestor.

Monitoramento

Rogério Cruz destaca que monitora os movimentos feitos pelas direções estaduais e nacional do Republicanos. O partido continua em sua base e ele destaca ter a garantia da presidente municipal da legenda, Sabrina Garcez, de que caminhará com ele durante o período eleitoral

Alerta

Crescem as especulações que indicam um possível apoio do Republicanos à campanha do presidente da Federação da Indústria de Goiás (Fieg), Sandro Mabel (União Brasil). É exatamente nesse sentido que Rogério liga o sinal de alerta quanto ao ex-partido

Palavra dada

Presidente municipal do Republicanos, a vereadora Sabrina Garcêz reforça o combinado com Cruz. “Nossa conversa é com o prefeito. Já falei com Marcos Pereira (presidente nacional) e Roberto Naves (presidente estadual) e não existe diálogo com o Sandro Mabel”.

Intensificação

O senador Vanderlan Cardoso (PSD), tem intensificado as agendas em Goiânia. Começou a semana reunindo os pré-candidatos de seu partido em palestras para preparação às eleições e terminou entregando vans escolares para prefeitos de diversos municípios de Goiás.

Melhor plano

Indo para a terceira disputa seguida, Vanderlan deve apresentar durante a semana, os coordenadores do plano de governo para 2024. Promete entregar o “melhor plano de governo que Goiânia já viu” e aproveita para criticar adversários. “O Sandro mesmo tá copiando tudo o que já apresentei”.

 

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