A Câmara Municipal de Goiânia aprovou, em primeira votação nesta quarta-feira (3), o projeto que autoriza o prefeito Sandro Mabel (UB) a contratar empréstimo de R$ 132 milhões junto ao BNDES para o programa “Goiânia + Digital”. A iniciativa prevê digitalização de documentos, ampliação do videomonitoramento, instalação de sensores e criação de um centro de inteligência, complementando os recursos já previstos na LDO de 2026.
Além do empréstimo, alvo de questionamento junto ao Ministério Público, os vereadores aprovaram o projeto que institui o bônus de até R$ 10 mil para servidores da Secretaria Municipal de Educação, a ser pago em dezembro conforme categoria e carga horária.
PPP
Também passou a abertura de crédito especial de R$ 21 mil para despesas de contratos de PPPs, distribuído entre Amma, Seinfra e SicTec, para adequação orçamentária a projetos ligados aos parques públicos.
Vereadores da oposição criticaram o projeto das PPPS por abrir brechas para formalização de acordos sem necessidade de autorização legislativa. Katia Maria (PT) afirmou que se assemelha à criação da rubrica que permite transferências de recursos à Comurg, aprovado pela Câmara no início do ano.
Ex-líder do prefeito, Igor Franco (MDB) ironizou o fato de a Prefeitura de Goiânia defender a suplementação especial de uma baixa cifra de recursos. Ele propôs fazer um “PIX de R$ 21 mil para a Prefeitura retirar o projeto”.
Educação
A pauta de educação que atualiza regras do Programa Escola Viva e estabelece novos procedimentos para a aplicação dos recursos de manutenção escolar, foi igualmente aprovada, com ajustes recomendados pela Procuradoria-Geral do Município.
A aprovação das matérias avançou após reunião de Mabel com vereadores da base, nesta segunda-feira (1º), e também a decisão do Paço de alterar a previsão de receitas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A mudança era pleiteada pelos vereadores para garantir ao menos R$ 5 milhões em emendas impositivas para o ano que vem.















