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Cesta básica registra leve queda em Goiânia e passa a custar R$ 731 em fevereiro

Pesquisa do Dieese aponta recuo de 0,63% no mês; feijão foi o item que mais encareceu


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 09/03/2026 - 16:10

Cesta básica

O preço da cesta básica em Goiânia apresentou leve queda em fevereiro de 2026. É o que aponta a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento.

De acordo com o levantamento, o conjunto dos alimentos essenciais custou R$ 731,34 na capital goiana, registrando queda de 0,63% em relação a janeiro. Na comparação com fevereiro de 2025, o valor também ficou menor, com redução de 1,08%. Já no acumulado de 2026, a cesta básica apresenta alta de 0,74%.

Entre os 13 produtos que compõem a cesta básica, oito registraram queda nos preços médios entre janeiro e fevereiro. As maiores reduções ocorreram na banana (-5,39%), tomate (-4,48%) e óleo de soja (-3,40%). Também ficaram mais baratos o açúcar cristal (-2,26%), leite integral (-1,53%), café em pó (-1,08%), manteiga (-0,91%) e a carne bovina de primeira (-0,28%).

Por outro lado, cinco itens apresentaram aumento de preço no período. O destaque foi o feijão carioca, que teve alta expressiva de 10,89%. Também subiram batata (1,75%), arroz agulhinha (0,49%), farinha de trigo (0,42%) e pão francês (0,32%).

Variação em 12 meses

Na comparação com fevereiro de 2025, cinco produtos registraram aumento de preços. O feijão carioca lidera novamente as altas, com 9,58%, seguido pela carne bovina de primeira (3,82%), batata (2,55%), pão francês (1,35%) e farinha de trigo (0,85%).

Já os maiores recuos no período foram observados no arroz agulhinha (-34,65%) e no açúcar cristal (-21,00%). Também apresentaram redução o leite integral (-7,96%), manteiga (-7,69%), tomate (-6,11%), óleo de soja (-5,38%), café em pó (-3,14%) e banana (-1,68%).

Impacto no bolso do trabalhador

Mesmo com a leve queda registrada em fevereiro, a cesta básica continua comprometendo parcela significativa da renda dos trabalhadores. Segundo o levantamento, um trabalhador de Goiânia que recebe o salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 99 horas e 16 minutos para adquirir os produtos básicos.

Em janeiro deste ano, o tempo necessário era de 99 horas e 53 minutos, enquanto em fevereiro de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518, eram necessárias 107 horas e 9 minutos de trabalho.

Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o trabalhador precisou comprometer 48,77% da renda para comprar a cesta básica em fevereiro. Em janeiro, esse percentual foi de 49,08%, e no mesmo período do ano passado atingia 52,65%.

Os dados indicam que, apesar da redução recente no preço da cesta básica em Goiânia, o custo dos alimentos essenciais ainda representa quase metade da renda mensal de quem recebe salário mínimo.

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