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Chuva recorde em setembro atinge SP e previsão suspeita que situação pode piorar ainda mais; entenda

Fenômeno do Super El Niño deve ganhar intensidade até o fim do ano, enquanto a previsão indica redução das chuvas no estado paulista a partir de quinta-feira (17)


Por Carlos Nathan Sampaio em 15/09/2026 - 11:22

Chuva recorde em setembro atinge SP e previsão suspeita que situação pode piorar ainda mais
(Imagem: Reprodução gerada por IA)

A chuva recorde que atingiu São Paulo, provocou mortes, desabamentos e deixou cidades alagadas pode ser apenas uma amostra dos eventos extremos previstos para os próximos meses. Meteorologistas relacionam o cenário ao Super El Niño, que deve alcançar seu período de maior intensidade até o fim do ano e continuar influenciando o clima mundial em 2027.

A capital paulista acumulou 253,8 milímetros de chuva em setembro até a segunda-feira (14), tornando este o setembro mais chuvoso desde o início da série histórica, há mais de 80 anos. Apenas dois dias antes, o acumulado era de 198,2 milímetros e já colocava o mês entre os quatro mais chuvosos já registrados.

O volume de água provocou uma sequência de ocorrências graves no estado. Na Zona Leste da capital, seis pessoas morreram depois que um prédio em construção desabou sobre uma residência no bairro da Penha. Entre as vítimas estavam três mulheres, uma delas grávida, dois homens e uma criança.

Em Jandira, na Grande São Paulo, três pessoas foram arrastadas por uma enxurrada. Uma delas conseguiu ser resgatada, outra foi encontrada morta e a terceira permanecia desaparecida. Ruas do Jardim Pantanal ficaram alagadas, enquanto o avanço da água dificultou a circulação de moradores e veículos. No interior paulista, o Rio Tietê transbordou na região de Salto, e o município de Eldorado, no Vale do Ribeira, ficou praticamente debaixo d’água.

Segundo a previsão da Climatempo, o volume de chuva começa a diminuir nesta terça-feira (15), mas a Grande São Paulo ainda terá muita nebulosidade na quarta-feira (16). Uma melhora mais perceptível é esperada somente na quinta-feira (17), quando o sol poderá aparecer por alguns períodos. A sexta-feira (18) deve ter tempo seco e máxima de 21°C na capital.

A trégua momentânea, porém, não encerra o risco. O meteorologista Alexandre Nascimento, da Nottus, explicou que o El Niño favorece chuvas acima da média no Sul, mas os efeitos podem avançar sobre partes do Sudeste e do Centro-Oeste. A repetição dos temporais também deixa o solo mais instável e aumenta a vulnerabilidade de áreas sujeitas a alagamentos e deslizamentos.

Além das chuvas intensas, a previsão para os próximos meses inclui vendavais durante a chegada de frentes frias e temperaturas extremamente elevadas em áreas do Centro-Oeste, Norte, Nordeste e na porção mais ao norte do Sudeste. O fenômeno já é considerado muito forte e ainda pode alcançar níveis históricos.

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