O ciclone que atingiu o Sul do Brasil alterou o clima em três regiões e paralisou operações aéreas em São Paulo nesta semana. Imagens do satélite GOES-19 revelaram um grande espiral de nuvens sobre o oceano, o que evidenciou a força do sistema e ajudou a explicar a sequência de alertas emitidos em nove estados.
Imagens do GOES-19 mostram a dimensão do fenômeno
O satélite GOES-19, operado pela Nasa e pela NOAA, registrou o avanço de um espiral de nuvens ao longo da costa. A formação se deslocou rapidamente e, por isso, espalhou instabilidade por vários pontos do país. As imagens destacam a abrangência do sistema e ajudam os meteorologistas a monitorar a estrutura do ciclone que atingiu o Sul do Brasil.
A mudança brusca do tempo atingiu o setor aéreo logo no início da manhã. Em Congonhas e Guarulhos, 198 voos foram afetados. A Aena confirmou o cancelamento de 80 chegadas e 87 partidas. Já a GRU Airport informou a alternância de 31 aeronaves para outros aeroportos. As rajadas chegaram a superar 90 km/h, o que tornou inseguras várias operações. Por causa disso, pousos e decolagens ficaram suspensos em diferentes momentos do dia.
Nove estados entram em alerta meteorológico
A instabilidade não se limitou ao Sul. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências, o ciclone também influenciou áreas do Centro-Oeste e do Sudeste. Assim, nove estados entraram em alerta por causa das mudanças súbitas no clima. Embora o tempo tenha mostrado sinais de melhora, a normalização completa deve ocorrer somente nos próximos dias, já que a circulação de ventos permanece intensa.
Mesmo com o risco ainda monitorado, Congonhas voltou a operar normalmente nesta quinta-feira, conforme nota da Aena. A retomada exige cautela, mas indica uma melhora gradual. As imagens do GOES-19 seguem essenciais para acompanhar a evolução do sistema e para reforçar a escala do ciclone que atingiu o Sul do Brasil.















