Os fortes terremotos registrados na Venezuela nesta quarta-feira (24) também foram sentidos em diferentes regiões do Norte do Brasil. De acordo com um levantamento da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), analisado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), moradores relataram tremores em pelo menos quatro capitais brasileiras: Belém (PA), Manaus (AM), Boa Vista (RR) e Macapá (AP), além de outros municípios desses estados.
Apesar do susto, especialistas afirmam que não há risco de danos estruturais nas cidades brasileiras devido à grande distância entre o epicentro do terremoto e o território nacional. Segundo o sismólogo Bruno Collaço, do Centro de Sismologia da USP, embora não seja possível prever novos abalos, é comum que terremotos dessa magnitude provoquem réplicas nos dias seguintes.
Em Belém, a prefeitura informou que acompanha a situação e que, até o momento, não foram registradas ocorrências graves. Por precaução, equipes da Defesa Civil Municipal e Estadual, juntamente com o Corpo de Bombeiros Militar, realizaram a evacuação de alguns prédios localizados nos bairros Umarizal, Jurunas, Cremação e Pedreira para inspeção das estruturas.
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Em nota oficial, a administração municipal informou que os órgãos de segurança permanecem monitorando os imóveis afetados e prestando apoio à população até a conclusão das vistorias.
Em Manaus, moradores também relataram ter sentido os tremores. Nas redes sociais, diversas pessoas compartilharam vídeos que mostram prédios e objetos balançando durante o abalo, além de relatos de momentos de apreensão. A Defesa Civil do Estado do Amazonas informou que os tremores percebidos na capital amazonense podem estar relacionados aos reflexos do terremoto registrado na região do Mar do Caribe, próximo à Venezuela.
Embora a ocorrência tenha causado preocupação entre os moradores das cidades brasileiras, os especialistas reforçam que esse tipo de propagação de ondas sísmicas por longas distâncias é um fenômeno conhecido e, nas condições registradas, não representa perigo para a população. As autoridades seguem monitorando a situação e orientam que qualquer ocorrência relacionada a danos estruturais seja comunicada aos órgãos de Defesa Civil.













