A candidata a deputada federal Sophia Barclay (PL), conhecida nas redes sociais como “Trans de Direita”, respondeu às críticas após ser apontada como beneficiária de programas sociais que costuma questionar publicamente. Em um comentário feito em uma publicação do jornal O Globo, ela confirmou ter recebido o Bolsa Família quando era mais jovem, mas afirmou que o auxílio foi necessário durante um período de vulnerabilidade.
“Recebi, sim. Quando eu tinha 18, 19, 20 anos, porque fui expulsa de casa e morei de favor na casa de pessoas que me acolheram”, escreveu. Segundo a candidata, o benefício também serviu para ajudar a família que lhe ofereceu abrigo naquele momento.
Dados do Portal da Transparência citados na publicação indicam que Barclay recebe o Bolsa Família desde 2018 e mantém cadastro ativo no programa Gás do Povo desde março deste ano, com vigência até outubro. A candidata, no entanto, contesta a interpretação dos registros e assegura que não voltou a receber o auxílio depois do período relatado.
“Depois disso, nunca mais recebi. Inclusive, descobri ontem que eu ainda estava vinculada ao CadÚnico da pessoa que me ajudou naquela época”, declarou.
Barclay também manteve as críticas aos programas assistenciais. De acordo com ela, o alvo de seus questionamentos são pessoas que teriam condições de buscar outras fontes de renda, mas permaneceriam dependentes dos benefícios. “Eu critico, sim, quem transforma benefício social em modo de vida e não busca sair dessa situação quando tem condições para isso”, afirmou.
A resposta ultrapassou 2,2 mil reações e dividiu os usuários. Parte deles defendeu que a candidata não seria incoerente por ter utilizado o programa durante uma situação de necessidade. Outros contestaram a explicação e destacaram que os registros apresentados indicariam uma vinculação mais recente.
Na manifestação, Barclay acrescentou que declara Imposto de Renda, possui CNPJ e mantém uma empresa. Ela questionou como poderia continuar recebendo o benefício com essas informações declaradas e atribuiu ao sistema público a responsabilidade por eventual erro ou cadastro indevido.
“Se existe algum erro ou cadastro indevido, a responsabilidade é do sistema. Questione o Governo, não a mim”, concluiu. A resposta não esclarece, contudo, se houve movimentação financeira recente ou apenas a permanência do vínculo cadastral.












