O Detran-GO informou, na manhã desta terça-feira (15), que os médicos e psicólogos credenciados paralisaram os atendimentos nos dias 15 e 16 de julho. O ato ocorreu um dia após reunião das associações de classe com o presidente da autarquia, na qual foi aprovado o prazo de 30 dias para que fossem apresentadas propostas.
A principal reivindicação da categoria é a recomposição inflacionária dos honorários pagos há mais de oito anos sem reajuste. Os profissionais também cobram a nomeação de um responsável técnico médico, conforme exigência do Conselho Federal de Medicina, abertura de canal de diálogo com a gestão do órgão, fim de interferências administrativas por parte de gestores não médicos, e reorganização das agendas nas unidades do Vapt Vupt.
Segundo o Detran-GO, o aumento no valor da consulta impacta diretamente no custo da CNH para a população, o que é considerado inaceitável. A cada atendimento, os médicos recebem R$ 90, pagos diretamente pelo cidadão. Mesmo com carga horária reduzida (6h diárias ou 4h30 no Vapt Vupt), há casos de médicos que faturam até R$ 38.070 por mês, somando R$ 228.420 apenas no primeiro semestre de 2025.
Já os psicólogos recebem R$ 100 por atendimento. O pagamento também é feito direto ao profissional. Nos últimos seis meses, um psicólogo de Aparecida de Goiânia, por exemplo, recebeu R$ 19 mil de candidatos à habilitação encaminhados pelo Detran-GO. Cabe ressaltar que esses profissionais são credenciados, portanto, não são exclusivos e podem estabelecer sua própria carga horária.
Em contrapartida, o Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás, respondeu que “Reivindica condições justas de trabalho, respeito institucional e reconhecimento profissional. A boa prestação dos serviços à população começa com a valorização de quem os executa.”, escreveu o Simego.
O sindicato também destaca que os médicos atuam suprimindo uma demanda do próprio órgão, sem vínculo empregatício, e afirma que a ausência de respostas do Detran-GO e do Governo de Goiás levou à decisão pela paralisação.













