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El Niño mantém Goiás sob calor acima da média até setembro, aponta Inmet

 Boletim do Inmet prevê temperaturas até 2°C acima da média, redução da umidade do solo e déficit hídrico em áreas de Goiás durante o trimestre de julho, agosto e setembro.


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 14/07/2026 - 10:35

El Niño mantém Goiás sob calor acima da média até setembro, aponta Inmet- Foto: Reprodução/NASA/ND
El Niño mantém Goiás sob calor acima da média até setembro, aponta Inmet

Os próximos três meses devem ser marcados por calor acima da média, tempo seco e redução da umidade do solo em Goiás e em todo o Centro-Oeste. A previsão faz parte do Boletim Agroclimatológico divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que traz o prognóstico para os meses de julho, agosto e setembro.

Segundo o levantamento, apesar de a chuva permanecer dentro da média histórica para a região, a expectativa é de um trimestre com predomínio de tempo seco, característica típica do inverno, aliado a temperaturas até 2°C acima da média climatológica em Goiás, Distrito Federal, grande parte de Mato Grosso e no norte de Mato Grosso do Sul.

Para Goiás, a combinação entre calor acima do normal e baixa umidade deve reduzir gradativamente a disponibilidade de água no solo, principalmente a partir de agosto.

Umidade do solo diminui ao longo do trimestre

O Inmet prevê que, durante julho, ainda haverá algumas áreas com níveis satisfatórios de umidade. No entanto, em agosto e setembro, grande parte do Centro-Oeste deverá apresentar armazenamento de água inferior a 20% da capacidade do solo.

O cenário mais crítico deve atingir o nordeste de Goiás e o norte de Mato Grosso, onde o déficit hídrico poderá ultrapassar 100 milímetros até setembro.

Essa condição favorece o aumento da seca da vegetação, reduz o desenvolvimento das pastagens e eleva o risco de queimadas durante o período mais seco do ano.

Agricultura deve ser beneficiada na colheita

Apesar da redução da umidade, o boletim destaca que o clima será favorável para as atividades de colheita das culturas de segunda safra.

Segundo o Inmet, o tempo firme deve beneficiar a maturação do milho safrinha, do sorgo e do algodão, reduzindo a umidade dos grãos e preservando a qualidade da produção durante a colheita.

Já para o fim de setembro, quando começa o plantio da soja da safra 2026/2027, o instituto alerta que o sucesso da semeadura dependerá da volta das chuvas da primavera.

Junho já foi de pouca chuva em Goiás

O cenário previsto para os próximos meses ocorre após um mês de junho marcado por poucas precipitações em praticamente todo o estado.

De acordo com o boletim, a atuação de uma massa de ar seco fez com que grande parte de Goiás registrasse chuvas pouco significativas, reduzindo a umidade do solo e aumentando o risco de perdas na fase final do milho segunda safra em algumas regiões. Em contrapartida, o tempo seco favoreceu o avanço da colheita do algodão.

El Niño continua influenciando o clima

O boletim também aponta que o fenômeno El Niño segue ativo e deve permanecer durante os próximos meses.

Segundo o Inmet, há aproximadamente 100% de probabilidade de manutenção do fenômeno no trimestre julho-agosto-setembro, o que influencia o comportamento das temperaturas e das chuvas em diversas regiões do país.

Principais destaques para Goiás e Centro-Oeste

  • Temperaturas até 2°C acima da média durante julho, agosto e setembro;
  • Chuvas próximas da média, mas com predomínio do tempo seco;
  • Queda gradual da umidade do solo ao longo do trimestre;
  • Déficit hídrico superior a 100 mm em áreas do nordeste de Goiás até setembro;
  • Clima favorável para a colheita do milho safrinha, sorgo e algodão;
  • Maior atenção ao início do plantio da soja, que dependerá do retorno das chuvas na primavera.

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Redação Tribuna do Planalto

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