A eleição para a presidência nacional do PT, realizada neste domingo (6), terminou sem definição. A expectativa era de que o resultado fosse divulgado nesta segunda-feira (7), mas a suspensão da votação em Minas Gerais adiou o desfecho. O impasse decorre da judicialização do processo pela deputada federal mineira Dandara Tonantzin, que teve a candidatura inicialmente impugnada e, com decisão da Justiça, levou à paralisação da votação no estado.
Dandara questionou sua exclusão da disputa com base em pendências relativas ao pagamento de taxas partidárias. A Justiça deferiu seu pedido, mas a decisão foi comunicada tardiamente, impossibilitando a impressão e distribuição das cédulas de votação para os municípios mineiros.
Com isso, o PT ainda avalia se será possível declarar um vencedor mesmo sem os votos de Minas, que representam cerca de 10% do total de filiados aptos a votar. Aliados de Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara e nome apoiado pelo presidente Lula, acreditam que a diferença a seu favor é larga o suficiente para confirmar a vitória, mesmo sem a contabilização dos votos mineiros.
O Diretório Nacional do PT deve se reunir para deliberar sobre a situação de Minas Gerais e definir se haverá uma nova votação no estado ou se os votos já apurados serão considerados suficientes para proclamar o novo presidente.
Tensão
A judicialização provocou reações dentro do próprio partido. O presidente interino do PT, senador Humberto Costa (PE), classificou a interferência judicial como indevida. “Entendemos que decisões partidárias devem ser respeitadas internamente. A ampla maioria do diretório nacional votou pela impugnação, e recorrer à Justiça abre um precedente perigoso para a autonomia partidária”, afirmou.
Apesar do impasse, Edinho segue como favorito. Considerado um nome conciliador, com perfil moderado e estratégico, ele é visto como peça-chave na rearticulação do partido para as eleições municipais de 2026 e na manutenção de uma base ampla de apoio ao governo Lula.
Goiás
Em Goiás, a deputada federal Adriana Accorsi desponta como principal candidata à presidência do diretório, com apoio de lideranças influentes do partido. Ela representa a corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB), mesma de Lula, e defende um PT mais combativo nos estados, com foco nas eleições de 2026.
Internamente, há expectativa de que eventual comando de Adriana fortaleça o partido nos municípios do interior, pavimentando alianças para ampliar as bancadas locais e preparar o terreno para possível candidatura própria ao governo estadual.













