A pesquisa mais recente do Datafolha sobre as eleições 2026 reforça a posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como líder isolado na corrida ao Planalto. Em todos os cenários testados, o petista vence seus adversários, incluindo os principais nomes da direita. No campo oposicionista, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), aparece com apenas 6% das intenções de voto, sendo um dos nomes menos viáveis na disputa direta contra Lula.
Mesmo com alta taxa de rejeição (47%) e avaliação de governo estagnada, Lula cresceu na percepção de que será candidato: 71% dos eleitores acreditam que ele disputará um quarto mandato, embora 54% digam que prefeririam vê-lo fora da corrida. Ainda assim, ele venceria adversários como Tarcísio de Freitas (Republicanos), Michelle Bolsonaro (PL), Ratinho Jr. (PSD), Romeu Zema (Novo) e Caiado em simulações de segundo turno, com vantagem sempre superior a dez pontos percentuais.
Caiado, que governa Goiás desde 2019, aparece atrás de nomes como Tarcísio (21%) e Michelle (23%) no campo bolsonarista. Sua rejeição nacional ainda é baixa, mas sua baixa exposição fora do Centro-Oeste e a ausência de uma base popular consolidada no Sudeste e Nordeste dificultam sua projeção nacional. No confronto direto com Lula, o goiano perde por 47% a 35%, desempenho inferior ao de outros concorrentes da oposição.
A direita ainda não encontrou um nome forte que substitua Bolsonaro, inelegível até 2030. Enquanto isso, figuras como Tarcísio e Michelle ganham visibilidade, mas enfrentam dificuldades de ampliação eleitoral. Já no campo governista, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) cresceu como possível plano B petista, encostando em Fernando Haddad (PT) como preferência de quem defende uma candidatura alternativa a Lula.
Alckmin saltou de 18% para 26% nas menções espontâneas como substituto ideal do presidente, enquanto Haddad caiu de 37% para 29%. O vice ganhou protagonismo político ao conduzir negociações com os EUA durante o recente impasse comercial envolvendo tarifas de importação impostas por Donald Trump, episódio que repercutiu positivamente entre setores moderados.
O Datafolha ouviu 2.004 eleitores em 130 municípios nos dias 29 e 30 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O cenário atual aponta para uma disputa que continua polarizada, mas fragmentada na oposição, com Caiado figurando entre os nomes menos competitivos frente a um Lula que, mesmo questionado por parte da população, segue sendo o favorito para 2026.
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