A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) registrou em junho de 2025 o maior valor já gasto com folha de pagamento na história da Casa. Segundo levantamento do jornal O Popular, as despesas chegaram a R$ 39,9 milhões, o que representa um aumento de R$ 11 milhões em relação ao mês de janeiro, quando a folha foi de R$ 28,9 milhões.
O crescimento é atribuído principalmente ao número recorde de comissionados, à ampliação de benefícios e à concessão de gratificações.
O relatório mostra que a Alego atingiu a marca de 3.179 servidores, dos quais 2.340 ocupam cargos comissionados — ou seja, são nomeações políticas sem concurso público.
É o maior número da série histórica e reflete uma estrutura cada vez mais inchada, mesmo em um cenário de contenção de gastos em outros setores do Estado.
Além dos cargos, os benefícios concedidos aos parlamentares e servidores também foram ampliados, incluindo reajustes em auxílios, bônus e gratificações.
A justificativa oficial da presidência da Casa, comandada pelo deputado Bruno Peixoto (UB), é que o aumento nos valores pagos em junho se deve, principalmente, ao pagamento de direitos trabalhistas como férias e gratificações de meio de ano.
“Hoje, a Assembleia está mais equipada, mais técnica e mais presente nas demandas da sociedade”, disse Peixoto em entrevista recente.













