Skip to content

Está esperando encomenda? Greve dos Correios continua e pode atrasar entregas

Serviços não foram totalmente interrompidos, mas paralisação segue sem data para terminar e pode aumentar os prazos em algumas localidades


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 14/09/2026 - 17:20

Está esperando encomenda? Greve dos Correios continua e pode atrasar entregas

Quem está acompanhando uma encomenda pelo rastreamento deve se preparar para a possibilidade de esperar um pouco mais. A greve dos trabalhadores dos Correios continua nesta segunda-feira (14), sem previsão de encerramento, e pode provocar atrasos nas entregas.

A paralisação começou na sexta-feira (11), depois que funcionários da estatal aprovaram o movimento por tempo indeterminado. Sindicatos de diferentes regiões do país aderiram à mobilização após as negociações com a direção dos Correios terminarem sem acordo.

Isso não significa que todas as agências estejam fechadas ou que nenhuma encomenda será entregue. Parte das operações continua funcionando, e a situação pode variar conforme a localidade e o nível de adesão dos trabalhadores.

Ainda assim, objetos que precisam passar por agências ou centros de distribuição afetados pela greve podem permanecer mais tempo em uma das etapas do transporte. Por isso, a data de entrega apresentada inicialmente ao consumidor poderá sofrer alteração.

Os clientes devem acompanhar o rastreamento pelos canais oficiais dos Correios. As atualizações do sistema indicam as etapas percorridas pelo objeto, mas a greve pode aumentar o intervalo entre uma movimentação e outra.

Correios adotam plano para manter serviços

A empresa informou que colocou em funcionamento um Plano de Continuidade de Negócios para diminuir os efeitos da paralisação. As medidas incluem o remanejamento de equipes, o reforço de atividades operacionais e a adoção de ações logísticas específicas.

De acordo com os Correios, o objetivo é preservar o funcionamento dos serviços de atendimento e distribuição. A estatal, porém, reconhece que as condições de operação podem variar entre as localidades.

Como a greve não tem prazo definido para terminar, ainda não é possível afirmar quando o fluxo de entregas será completamente normalizado. Até que trabalhadores e empresa cheguem a um entendimento, clientes precisam considerar a possibilidade de demora.

Quando a greve pode terminar?

O próximo passo esperado é o julgamento do dissídio coletivo pelo Tribunal Superior do Trabalho, marcado para 21 de setembro. O procedimento deverá tratar do conflito entre a empresa e os funcionários depois que as tentativas de negociação não resultaram em acordo.

O plano de saúde dos trabalhadores está entre os principais pontos de impasse. Segundo a Findect, a categoria rejeitou mudanças pretendidas pela direção dos Correios para o benefício.

A empresa declarou que sua proposta contemplava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo. Também afirmou que ofereceu reajuste equivalente a 100% do INPC sobre salários e benefícios, com vigência a partir de 1º de agosto, além da manutenção da assistência à saúde.

Os trabalhadores não aceitaram a proposta apresentada e decidiram manter a paralisação. Enquanto a greve prosseguir, cartas e encomendas continuarão sendo processadas conforme a capacidade de cada unidade, mas poderão chegar depois do prazo informado inicialmente.

Leia mais:

PF deflagra a Operação Transparência para apurar influência em tribunais superiores

Redação Tribuna do Planalto

O Tribuna do Planalto, um portal comprometido com o jornalismo sério, ágil e confiável. Aqui, você encontra análises profundas, cobertura política de bastidores, atualizações em tempo real sobre saúde, educação, economia, cultura e tudo o que impacta sua vida. Com linguagem acessível e conteúdo verificado, a Tribuna entrega informação de qualidade, sem perder a agilidade que o seu dia exige.

Pesquisa