Um frigorífico de Goiânia voltou ao centro de uma nova polêmica judicial após ser alvo de um processo por suposta discriminação política em suas campanhas publicitárias. A ação pede indenização de R$ 500 mil por danos morais coletivos.
O caso foi movido pelo Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo em Goiás (Ibedec-GO), que acusa o estabelecimento de adotar uma estratégia comercial baseada na exclusão de clientes por posicionamento político.
Segundo a ação, protocolada em março, o frigorífico publicou novos conteúdos considerados discriminatórios, como anúncios com expressões do tipo “Picanha de petista” e vídeos gravados dentro do local com pessoas portando arma na cintura.
Para o instituto, as publicações vão além de opinião pessoal. “Trata-se de uma estratégia comercial deliberada que utiliza conteúdo discriminatório para segmentação de mercado”, aponta o pedido, que sustenta a existência de dano moral coletivo.
O estabelecimento já acumula histórico de controvérsias. No fim de 2025, um cartaz com a frase “Petista aqui não é bem-vindo” motivou denúncia ao Ministério Público de Goiás. Em fevereiro deste ano, o frigorífico foi condenado a pagar R$ 130 mil por publicidade discriminatória.
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Mesmo após a condenação, as postagens continuaram. Em redes sociais, o perfil do estabelecimento frequentemente associa promoções a mensagens políticas e provocações, incluindo comparações ofensivas e uso de imagens de figuras públicas.
A nova ação destaca a reincidência como agravante e pede punição mais severa. O caso deve ser analisado pela Justiça de Goiás.













