A Região Metropolitana de Goiânia poderá ampliar em mais de quatro vezes sua rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade, passando dos atuais 31 quilômetros para 134 quilômetros, segundo o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Ministério das Cidades.
O levantamento estima que a expansão exigirá R$ 4,72 bilhões em investimentos e permitirá atender cerca de 269,8 mil passageiros por dia. A proposta contempla sete projetos de implantação ou ampliação de corredores BRT (Bus Rapid Transit) na região metropolitana.
Além da expansão da infraestrutura, o estudo aponta benefícios diretos para a população da capital goiana. Entre os principais impactos previstos estão uma redução de 14% no tempo médio de deslocamento e a prevenção de aproximadamente 329 mortes e feridos graves por ano em acidentes de trânsito.
Banco de projetos para transformar a mobilidade
O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana reúne diagnósticos, propostas e uma carteira de investimentos para orientar a expansão do transporte coletivo de média e alta capacidade em 21 regiões metropolitanas brasileiras. Todas as informações foram disponibilizadas na plataforma Mobilidade Brasil, que consolida dados técnicos e projetos considerados prioritários.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o estudo foi desenvolvido para oferecer subsídios ao planejamento de sistemas de transporte mais eficientes, sustentáveis e integrados nas principais áreas urbanas do país.
Mais de 180 projetos mapeados
No total, o ENMU catalogou 187 projetos de mobilidade urbana, que somam mais de 3 mil quilômetros entre metrôs, corredores BRT, trens urbanos e Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs).
Cada proposta foi analisada com base em mais de 100 indicadores técnicos, econômicos, sociais, ambientais e urbanísticos, permitindo identificar prioridades de investimento e os impactos esperados na redução de emissões de gases de efeito estufa, acidentes, tempo de viagem e custos do transporte.
Impacto nacional
Em todo o país, os projetos mapeados pelo estudo têm potencial para evitar cerca de 27 mil vítimas de acidentes de trânsito, reduzir em 3 milhões de toneladas por ano as emissões de dióxido de carbono (CO₂), diminuir em 16% o tempo médio de deslocamento e cortar em 11% o custo das viagens para os usuários.
Os benefícios sociais estimados ultrapassam R$ 400 bilhões, além da expectativa de geração de mais de 1 milhão de empregos e da demanda por aproximadamente 7,6 mil ônibus elétricos e 2,4 mil veículos sobre trilhos.
Elaborado entre 2024 e 2026, o estudo considera projeções para os próximos 30 anos e deverá servir de base para estados e municípios estruturarem novos projetos de mobilidade urbana voltados à melhoria da qualidade do transporte público.
LEIA TAMBÉM:















