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Goiás pode garantir vacina contra herpes-zóster na rede pública para pessoas acima de 50 anos

Projeto em votação definitiva na Assembleia Legislativa prevê imunização gratuita para reduzir complicações da doença e internações no sistema público de saúde


Por Carlos Nathan Sampaio em 19/05/2026 - 09:25

Goiás pode garantir vacina contra herpes-zóster na rede pública para pessoas acima de 50 anos
(Foto: Reprodução)

A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) deve votar em definitivo nesta terça-feira (19) um projeto de lei que pode ampliar a proteção à saúde da população acima de 50 anos no estado. A proposta prevê a disponibilização gratuita da vacina contra herpes-zóster na rede pública estadual para pessoas dessa faixa etária, com foco na prevenção de complicações causadas pela doença.

O projeto, de autoria do presidente da Casa, Bruno Peixoto, argumenta que a imunização é a forma mais eficaz de evitar o desenvolvimento do herpes-zóster e de reduzir casos graves que acabam exigindo atendimento hospitalar prolongado. O texto também destaca a possibilidade de economia para o sistema público de saúde com a diminuição de internações e tratamentos de longa duração.

O herpes-zóster é provocado pela reativação do vírus varicela-zóster, o mesmo responsável pela catapora. Após a infecção inicial, o vírus pode permanecer “adormecido” no organismo por décadas e voltar a se manifestar principalmente em momentos de queda da imunidade. A incidência da doença aumenta consideravelmente a partir dos 50 anos, especialmente entre idosos e pessoas com doenças crônicas.

Entre os sintomas mais comuns estão dores intensas, ardência e lesões na pele. Em alguns casos, os pacientes desenvolvem neuralgia pós-herpética, condição que provoca dores persistentes mesmo após o desaparecimento das lesões e pode comprometer significativamente a qualidade de vida.

Na justificativa do projeto, Bruno Peixoto afirma que o envelhecimento natural reduz a eficiência do sistema imunológico, tornando a vacinação ainda mais importante para a prevenção. Segundo o parlamentar, a medida representa não apenas um avanço na política pública de saúde preventiva, mas também uma estratégia para reduzir gastos futuros do Estado com tratamentos e afastamentos causados pelas sequelas da doença.

A matéria integra a pauta da sessão ordinária desta terça-feira no Palácio Maguito Vilela e está entre os 12 projetos aptos à votação definitiva pelos deputados estaduais.

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