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Gordura no fígado: veja o que colocar no prato e quais alimentos evitar

Evidências científicas reforçam que o padrão alimentar pode ajudar no controle da doença, mas não existe alimento capaz de eliminar sozinho a gordura hepática


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 17/08/2026 - 14:47

Gordura no fígado: veja o que colocar no prato e quais alimentos evitar
(Imagem: Reprodução)

Receber o diagnóstico de gordura no fígado costuma vir acompanhado de uma pergunta: afinal, o que é melhor comer a partir de agora?

Conhecida popularmente como “gordura no fígado”, a doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD) está relacionada ao acúmulo excessivo de gordura no órgão e a fatores metabólicos. E as evidências científicas vêm reforçando o peso da alimentação tanto na prevenção quanto no manejo da condição.

Uma análise recente, com dados de aproximadamente 600 mil pessoas, identificou que indivíduos com padrões alimentares mais saudáveis apresentaram risco menor de desenvolver doenças hepáticas crônicas. Dependendo do índice de qualidade da dieta utilizado pelos pesquisadores, a redução de risco associada aos melhores padrões alimentares variou de 20% a 39%.

O que comer para cuidar do fígado?

Em vez de procurar um único alimento capaz de combater a gordura no fígado, as evidências apontam para a importância do conjunto da alimentação. Frutas e vegetais estão entre os grupos que recebem maior pontuação nos padrões considerados saudáveis.

A lista também inclui grãos integrais, como aveia e arroz integral; leguminosas, como o tradicional feijão brasileiro, lentilha e grão-de-bico; peixes; castanhas e nozes; proteínas magras; além de fontes de gorduras consideradas de melhor qualidade, como azeite e abacate.

A lógica se aproxima da dieta mediterrânea, caracterizada pela forte presença de alimentos vegetais, grãos integrais, leguminosas, oleaginosas e azeite, além do consumo de peixes.

Uma revisão de estudos publicada em 2026 encontrou melhora em indicadores da saúde hepática entre pessoas com MASLD submetidas a intervenções alimentares, incluindo resultados favoráveis associados à dieta mediterrânea.

O que reduzir?

Se alguns grupos ganham espaço no prato, outros merecem moderação. A nova análise considera negativamente o consumo elevado de açúcar adicionado, encontrado em doces, bebidas açucaradas e diversos produtos ultraprocessados.

Também aparecem entre os componentes menos favoráveis:

  • pão branco e outros grãos refinados;
  • massas feitas com farinha refinada;
  • alimentos com muito açúcar adicionado;
  • produtos ricos em sódio;
  • diversos alimentos ultraprocessados.

Uma meta-análise envolvendo mais de 500 mil participantes encontrou associação entre o maior consumo de ultraprocessados e aumento do risco de doença hepática gordurosa.

Isso não significa que comer um alimento isoladamente provocará a doença. O problema está principalmente na frequência e no conjunto das escolhas alimentares ao longo do tempo.

Tem como diminuir a gordura acumulada?

Mudanças no estilo de vida são consideradas fundamentais no manejo da doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica.

Uma pesquisa clínica publicada em 2026 acompanhou pessoas com MASLD e sobrepeso ou obesidade durante seis meses e encontrou melhora da gordura hepática em grupos submetidos a diferentes estratégias nutricionais. Os participantes também apresentaram melhorias no peso, em parâmetros metabólicos e na qualidade da alimentação.

O resultado reforça que não existe necessariamente uma única “dieta do fígado”. A estratégia precisa considerar o quadro de cada pessoa e ser sustentável no longo prazo.

Também é preciso cuidado com promessas de alimentos, sucos ou receitas capazes de “desintoxicar” o órgão. As pesquisas analisam padrões alimentares e intervenções completas, e não apontam uma comida milagrosa capaz de eliminar a gordura acumulada.

Para quem já recebeu o diagnóstico, a orientação individual de médico e nutricionista ajuda a avaliar a gravidade do quadro e definir mudanças adequadas na alimentação, atividade física e controle de outros fatores metabólicos.

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Redação Tribuna do Planalto

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