Plano de governo prevê transferir instituições para o Ministério de Ciência e Tecnologia. Medida retoma discussão do governo Bolsonaro e pode reorientar financiamento acadêmico.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pretende promover uma mudança estrutural na educação federal, caso seja eleito. A proposta é retirar as universidades federais da área de atuação do Ministério da Educação (MEC) e transferir sua governança para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).
O plano consta do programa de governo do candidato, divulgado na última quinta-feira (13). A medida aparece no capítulo “Preparar para o Brasil que existe” e integra uma estratégia para concentrar a atuação do MEC na educação básica. Universidades e políticas de pesquisa passariam a integrar uma mesma estrutura administrativa no MCTI.
“No ensino superior, vamos transferir a governança para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, unificando ciência e ensino superior sob o mesmo teto”, diz trecho do texto . A proposta retoma uma ideia discutida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, período marcado por conflitos com universidades, bloqueios orçamentários e rompimento da tradição de nomeação de reitores .
O programa também prevê mudanças nas prioridades das agências de fomento à pesquisa. A intenção é aumentar a atenção ao “impacto produtivo” dos projetos e aproximar o financiamento científico das demandas do setor empresarial . A ideia é que a pesquisa acadêmica se conecte mais diretamente com a inovação e a atividade econômica.
A proposta tem participação do ex-prefeito Eduardo Cury (PL-SP), que atua ao lado do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador político da campanha. A reorganização permitiria que o MEC concentrasse esforços na educação básica, de acordo com a campanha.
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