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Hugo Motta pede afastamento de 15 deputados após motim no Congresso

Os processos serão analisados pela Corregedoria Parlamentar e, posteriormente, retornam à Mesa Diretora antes de serem apreciados pelo Conselho de Ética


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 09/08/2025 - 09:12

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Sessão do Plenário do último dia 6 (Foto: Agência Câmara de Notícias)

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou à Corregedoria da Casa pedidos de afastamento, por até seis meses, de 14 parlamentares da oposição e de uma deputada governista, após episódios de tumulto ocorridos nos dias 5 e 6 de agosto no plenário. As informações foram divulgadas pela Câmara dos Deputados.

Segundo a Casa, os processos serão analisados pela Corregedoria Parlamentar e, posteriormente, retornam à Mesa Diretora antes de serem apreciados pelo Conselho de Ética. A decisão foi tomada após reunião da Mesa nesta sexta-feira (8).

De acordo com a Câmara, a maioria dos oposicionistas citados é do Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, e do partido Novo. Eles teriam participado da ocupação da Mesa Diretora, obstruindo a retomada dos trabalhos legislativos. A deputada Camila Jara (PT-MS) é acusada de agredir o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) durante a confusão.

Os parlamentares mencionados no pedido são:

  • Marcos Pollon (PL-MS)

  • Zé Trovão (PL-SC)

  • Júlia Zanatta (PL-SC)

  • Marcel van Hattem (Novo-RS)

  • Paulo Bilynskyj (PL-SP)

  • Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)

  • Nikolas Ferreira (PL-MG)

  • Zucco (PL-RS)

  • Allan Garcês (PL-TO)

  • Caroline de Toni (PL-SC)

  • Marco Feliciano (PL-SP)

  • Bia Kicis (PL-DF)

  • Domingos Sávio (PL-MG)

  • Carlos Jordy (PL-RJ)

  • Camila Jara (PT-MS)

Em nota, a Secretaria-Geral da Mesa afirmou que  “A Mesa da Câmara dos Deputados se reuniu nesta sexta-feira, 8 de agosto, para tratar das condutas praticadas por diversos deputados federais nos dias 5 e 6. A fim de permitir a devida apuração do ocorrido, decidiu-se pelo imediato encaminhamento de todas as denúncias à Corregedoria Parlamentar para a devida análise.”

As acusações contra os parlamentares variam de ocupação indevida da Mesa Diretora e impedimento físico da retomada das sessões a agressões e uso de crianças em ambiente de tensão. Alguns deputados negam as acusações e alegam que tentavam mediar ou impedir a violência.

O caso segue para análise no Conselho de Ética, que poderá aplicar punições como advertência, suspensão ou até cassação de mandato.

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