Tem início nesta segunda-feira (19) o julgamento de Felipe Gabriel Jardim Gonçalves, acusado de executar o policial civil aposentado João do Rosário Leão, morto a tiros dentro de uma farmácia em Goiânia, em junho de 2022. O caso será analisado pelo Tribunal do Júri após sucessivos adiamentos e questionamentos apresentados pela defesa.
De acordo com a denúncia, o crime foi motivado pelo fim do relacionamento de Felipe com Kennia Yanka, filha da vítima, e por um boletim de ocorrência por ameaça registrado por João Leão contra o então genro. O réu responde por homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo. À época, Felipe ocupava cargo comissionado na Prefeitura de Goiânia e foi exonerado após o crime, fugindo em seguida para a casa de parentes.
O julgamento chegou a ser iniciado em outubro do ano passado, mas foi suspenso após uma jurada passar mal durante a sessão. A defesa também solicitou a realização de exames para atestar possível insanidade mental do acusado, pedido negado pela Justiça por falta de elementos que indicassem incapacidade de discernimento.
As imagens do crime foram registradas por câmeras de segurança da drogaria, administrada pela vítima e por familiares. João do Rosário Leão tinha 63 anos e construiu uma longa trajetória na Polícia Civil de Goiás, com atuação em delegacias de Goiânia e Aparecida de Goiânia, sendo reconhecido, especialmente, pelo trabalho no enfrentamento à violência contra a mulher.














