Um passageiro da Latam relatou ter presenciado, em um voo doméstico, a orientação da tripulação para que apenas os clientes das primeiras fileiras, classificadas como Cabine Premium Economy, utilizassem o banheiro dianteiro da aeronave. Ele contou que não foi impedido de acessar o lavatório, já que é cliente habitual da companhia, mas relatou desconforto ao observar que os demais passageiros eram direcionados exclusivamente aos banheiros traseiros.
Segundo o relato do executivo Carlos Eduardo Padula, a companhia estaria adotando de forma mais rígida essa segmentação, prática que ele afirma não ter visto com tanta frequência anteriormente em voos domésticos.
Segundo contou, “a comissária avisou que o banheiro da frente era só para quem estava nas primeiras fileiras. Como eu estava ali, pude usar, mas vi passageiros sendo orientados a voltar para o fundo do avião. Isso gerou filas e um clima de distinção dentro da cabine.”
A Tribuna do Planalto procurou a Latam Airlines Brasil e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que enviaram notas nesta segunda-feira (25). A Latam não negou a restrição.
A Anac afirmou que a definição de quais lavatórios podem ser usados por cada área da aeronave é uma prática operacional das companhias, desde que não haja descumprimento de regras de segurança nem prejuízo à acessibilidade.
“As condições do serviço devem ser apresentadas de forma clara aos passageiros. Se passageiros constatarem que tiveram seus direitos desrespeitados ao tentar solucionar problemas de atendimento com a empresa responsável por seu voo, a Anac recomenda o registro de reclamação na plataforma Consumidor.gov.br, para uma forma de mediação mais rápida para solução de problemas em relações de consumo.”, orienta.
Já a Latam Airlines Brasil respondeu à Tribuna que segue uma política alinhada ao padrão internacional. “A LATAM Airlines Brasil esclarece que segue a prática mundial de uso de toaletes por cabine, garantindo privacidade e a experiência adequada ao produto adquirido pelo cliente, em conformidade com as normas da ANAC e a legislação brasileira aplicável.”, afirma em nota.
Segundo a aérea, “em situações específicas — como atendimento a passageiros com necessidades especiais, emergências ou para equilibrar o fluxo de pessoas a bordo —, a tripulação pode autorizar o uso por outros clientes.”













