Durante a celebração dos 104 anos de Aparecida de Goiânia, o prefeito Leandro Vilela (MDB) anunciou um pacote de obras de R$ 300 milhões para este ano e afirmou que a oposição na Câmara Municipal “não constrói”. Ele acusou vereadores oposicionistas de promoverem uma “política miúda, pequena, rasteira e de baixo nível”e de tentar criar “factoides” para tumultuar o ambiente político da cidade sem apresentar resultados concretos para a população.
Na entrevista à Tribuna, nesta segunda-feira (11), Leandro também reforçou a aliança política com o ex-prefeito Gustavo Mendanha e negou qualquer hipótese de rompimento dentro do grupo governista. “Não tem rompimento nenhum, zero”, declarou. O prefeito afirmou ainda que Gustavo segue participando das articulações e ajudando a gestão municipal na construção de projetos para Aparecida.
TRIBUNA – Prefeito, o senhor indicou liderança na Câmara depois de quase dois anos de gestão. O que representa?
LEANDRO VILELA – A situação da cidade estava tão crítica, em todos os aspectos, que a única coisa que eu pensava é que nós precisávamos de recuperar a nossa cidade. Do estado de abandono que ela estava, a situação fiscal, econômica e financeira. E eu não tinha cabeça para pensar em outra coisa, senão dotar a cidade dos instrumentos e aparelhos necessários para que ela pudesse entregar mais para a nossa população. Esse é o nosso grande objetivo, é entregar para a população. E aí, nós deixamos as coisas acontecerem naturalmente, para que nós pudéssemos, na hora certa, conforme cada necessidade, ir resolvendo. E acho que agora é a hora também da cidade, para que a cidade possa ganhar tudo o que eu penso. A população, no desenvolvimento da cidade, no crescimento e geração de qualidade de vida. E acho que a Câmara, hoje, com 23 vereadores que estão junto conosco, confiando naquilo que nós temos feito pela cidade, junto comigo, com o vice-prefeito João Campos, é no sentido de nós dotarmos a cidade e fazermos as entregas que a população espera de nós.
Sua base diz que a oposição é diminuta, com dois vereadores que fazem uma oposição barulhenta. O senhor concorda com isso?
É uma oposição que não constrói. Até porque eu nunca vi os dois construírem nada. Eu nunca vi eles procurarem nada, falar eu trouxe isso aqui para a cidade e estou aqui entregando para a cidade. É de uma política miúda, pequena, rasteira e de baixo nível. Infelizmente, isso não agrega, isso não constrói. E, mais do que isso, ficam aí tentando criar factoides, ficam tentando tumultuar o ambiente político da cidade para que eles, pessoalmente, tenham os benefícios e não a população e a cidade. O que nós queremos é benefícios para a população, para a cidade, diferente deles, que querem benefícios pessoais com o resultado que eles querem para si e não para a cidade e para a população. Essa é a demonstração que eu tenho visto nos dois.
A fase difícil da administração já passou? Qual é o momento atual da gestão?
Eu confesso que nesses um ano e quatro meses, eu não tive prazer de governar, porque foi muito difícil. Você buscar tirar uma cidade com 500 milhões de reais de dívida, sem nota capada, com a situação fiscal estourada, econômica e financeira estourada, e muitos problemas que afligiam a vida das pessoas, faltava, quando nós assumimos, Domingos, insumos nas unidades de saúde. A iluminação pública da cidade não funcionava. A segurança comprometida. A cidade parecia um queijo suíço de tantos buracos. Cidade suja, encardida. Foi isso que recebemos da gestão anterior. Então, eu tive que enfrentar os desafios de trazer a cidade para uma situação melhor. Para nós recuperarmos a cidade, e eu não tive outra coisa a fazer, se não debruçar, trabalhar 24 horas para isso. E hoje, graças a Deus, nós estamos numa outra condição. É claro que temos muitos desafios ainda. Eu ainda estou lutando para que a máquina possa rodar no automático. Eu ainda não concluí algumas ações que eu quero muito. Você veja bem, de repente, corta a internet da unidade de saúde, ela fica uma semana sem internet. Isso não é normal, isso não pode. Então, essas coisas todas, elas mexem comigo. E nós temos que trabalhar muito para que a máquina possa rodar normal, e que a gente possa buscar também novos investimentos, novos negócios. Mas, paralelamente, eu estou fazendo isso também. Tanto que, amanhã, nós vamos lançar um pacote de obras de investimento de R$ 300 milhões para este ano. E, em breve, nós vamos ter um grande outro anúncio para a cidade de Aparecida.
A ausência do ex-prefeito Gustavo Mendanha tira um pouco do brilho político da festa?
Gustavo é um grande líder, um grande amigo. Ele esteve conosco na sexta-feira na inauguração da escola municipal que reformamos. E ele tinha já uma viagem agendada, marcada há muito tempo com a sua esposa, com a sua família. Essas coisas são entendíveis. Então, de forma alguma, ele que está aí com uma pré-candidatura também, se preparando, tirou uns dias para sair com a sua família. Mas, sem dúvida nenhuma, sempre está ao nosso lado, conosco, em todas as ações daquilo que nós desejamos construir pela cidade aparecida. E é isso que ele tem feito também, ajudando o governo a gestão nessa construção.
Como é que você vê essas especulações que indicam o eventual rompimento do Gustavo com a base?
Não, não tem rompimento nenhum, zero. Não existe isso. Muito pelo contrário. É o que eu disse. Nós temos pessoas que ajudam a construir o que nós queremos para Aparecida e para o estado de Goiás. E é assim que nós temos trabalhado. Eu sou um homem de construção, de unir, de agregar, de somar. Então, é isso que a gente tem feito. E é assim que a cidade de Aparecida vai ganhar, vai vencer os desafios. Muitas dificuldades, muitos problemas, muitas necessidades. Mas, nada vence o trabalho. Nada vence a força do trabalho. E como nós dizíamos na campanha: nós não somos de capinar sentado. Nós somos de ter postura, ter trabalho, ter dedicação. É assim que se constrói. Olha, as coisas não acontecem na varinha de condão, num passe de mágica. É preciso esforço, trabalho, dedicação para fazer as entregas. E é isso que a Aparecida tem tido os resultados.
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