O presidente Lula (PT) reafirmou, na noite desta sexta-feira (1º), que o Brasil segue aberto ao diálogo com os Estados Unidos, mesmo diante da recente escalada de tensões comerciais. A declaração foi feita por meio das redes sociais, poucas horas após o presidente norte-americano Donald Trump afirmar que está disponível para conversar com Lula “a qualquer momento”.
“Sempre estivemos abertos ao diálogo. Quem define os rumos do Brasil são os brasileiros e suas instituições. Neste momento, estamos trabalhando para proteger a nossa economia, as empresas e nossos trabalhadores, e dar as respostas às medidas tarifárias do governo norte-americano”, escreveu o presidente.
Mais cedo, Trump havia sido questionado por jornalistas, em Washington, sobre a possibilidade de rever a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, medida que atinge setores estratégicos da economia nacional. O norte-americano respondeu com um tom conciliador, afirmando: “Ele [Lula] pode falar comigo quando quiser. Vamos ver o que acontece, mas eu amo o povo do Brasil”.
Política
Apesar do aceno, Trump voltou a criticar a atual condução política brasileira, ao dizer que “as pessoas que estão comandando o Brasil fizeram a coisa errada”, referindo-se tanto à política comercial quanto às ações recentes do Judiciário.
A Casa Branca também impôs, nesta semana, sanções punitivas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, responsável pelos processos sobre a tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023.
A resposta de Lula ocorre em meio ao esforço do governo brasileiro para mitigar os efeitos do chamado “tarifaço”, considerado o maior já aplicado pelos EUA a um parceiro comercial. O Planalto também busca reforçar, no plano internacional, a defesa da soberania nacional frente a pressões externas, tanto econômicas quanto institucionais.













